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COTIDIANO

Dia do Agricultor: Conhecimento técnico e união de forças em busca de melhorias no campo em Tubarão

Produtor de arroz e soja, Sérgio Favarin acompanha os avanços no meio rural e debate as principais demandas do setor junto ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural

Tubarão, 28/07/2023 16h02 | Atualizada em 28/07/2023 18h07 | Por: Lysiê Santos/Folha Regional
Willian Reis/Folha Regional

Em uma tarde de sexta-feira, Sérgio Favarin faz uma pausa no trabalho para compartilhar sua trajetória no campo. Em sua propriedade no bairro Monte Castelo, em Tubarão, o produtor cultiva, desde a década de 1980, alguns hectares de arroz e mantém em seu quintal frutas e hortaliças para subsistência.

Em uma outra área, no Sertão dos Corrêas, também investe na produção de soja. 

Ele conta que desde a infância acompanha os pais no meio rural. Sérgio e seus irmãos foram criados com muito esforço pelos pais agricultores, que lutaram para que os cinco filhos tivessem acesso à educação - e todos conseguiram concluir o ensino superior. 

Formado em Administração de Empresas com especialização em Marketing, Sérgio trabalhou por alguns anos em uma agência bancária, mas nunca abandonou o campo. 

Após o expediente, ele trocava os sapatos pela bota e se dedicava aos cuidados da lavoura. “Depois do horário, eu pegava o trator e encarava o banhado”, relembra. Seu pai adoeceu, e Sérgio assumiu de vez a propriedade, por volta da 1985. Após alguns anos atuando no banco e também na gestão de uma madeireira, decidiu se dedicar somente à agricultura. 

Com conhecimento das principais dificuldades dos agricultores, Sérgio se associou à Cooperativa Agropecuária de Tubarão (Copagro) e sentiu a necessidade de se envolver no associativismo, para levar as demandas dos produtores ao poder público e buscar soluções. Atualmente está como 2º secretário do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural (CMDR), como representante da agricultura no município, e ainda faz parte da Associação de Produtores de Arroz dos Rios Congonhas, Corrêas e Sangão (APARCS).  

“É um trabalho voluntário, mas acho necessário. Na agricultura é preciso estar por dentro das atualizações dos preços, das políticas públicas. É importante ter alguém do ramo com conhecimento das principais dificuldades que cada agricultor passa. Nos reunimos com frequência no CMDR para buscar soluções e benefícios ao setor”, conta. Ele destaca que a Epagri, Cidasc e a Secretaria de Agricultura de Tubarão têm sido apoiadoras das principais demandas dos produtores locais.

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Novas tecnologias e consciência ambiental 

Ao acompanhar a evolução da agricultura nos últimos anos, Sérgio ressalta que as novas tecnologias são aliadas dos produtores e auxiliam no ganho de produtividade em pequenos espaços. “Hoje conseguimos colher mais de 200 sacas de arroz por hectare com as novas técnicas de manejo do solo e tratos culturais. Antigamente isso não era possível. A tendência é termos cada vez mais alta capacidade produtiva”, avalia. 

Com o avanço da internet no meio rural e facilidades de acesso à informação, o agricultor atual busca conhecimento e está mais consciente. Conforme Sérgio, as lavouras de arroz também mantêm o ecossistema e outros seres vivos, como peixes e pássaros.  “Antigamente os agrotóxicos usados no arroz matavam micro-organismos e contaminavam os rios. Hoje o rizicultor tem grande preocupação ambiental e segue as normas, não é de qualquer jeito. Pensamos a longo prazo”, enfatiza. 

Aos 61 anos, Sérgio continua se dedicando à agricultura. Ele conta que já recebeu algumas ofertas de trabalho em sua área de formação, mas não troca o campo pelo emprego assalariado: “Já surgiram outras oportunidades, mas prefiro ser dono do meu tempo e ter qualidade de vida, e a agricultura me proporciona isso.” 

Atento às mudanças, segue fazendo cursos e se atualizando sobre as novidades do mercado para aplicar na propriedade. Ele se dedica ao cooperativismo e à representação para amenizar os principais problemas enfrentados no dia a dia do meio rural.

Eles fazem a vida brotar do chão

A profissão de agricultor é uma das mais antigas da história da humanidade. Desde então tem conquistado protagonismo, garantindo o alimento na mesa de milhares de pessoas todos os dias. Nesta sexta-feira, dia 28 de julho, é comemorado o Dia do Agricultor – data criada em 1966 para marcar o centenário de fundação do Ministério da Agricultura. 

Quase seis décadas depois, o perfil do agricultor mudou e o setor evoluiu. O setor primário, com destaque para a agricultura e as atividades extrativas, tem sido nos últimos anos a locomotiva da economia catarinense e brasileira. Na região da Amurel, o setor primário é fundamental para a economia dos municípios. 

De acordo com Eusébio Pasini Tonetto, extensionista da Epagri de Tubarão, a região tem uma produtividade mista e garante mais de 30% da movimentação econômica dos municípios da Amurel. Um dos destaques da região é a produção de grãos, principalmente o arroz. Os produtores organizaram uma cooperativa que presta apoio e auxilia no escoamento da produção local. A região também é atuante na pecuária de corte. O setor tem conquistado notoriedade e há mais de cinco anos promove a Feira Agropecuária em Tubarão, com exposição de animais e movimentação de mais de R$ 10 milhões em negócios. 

Os agricultores da região também produzem hortaliças e frutas, porém, enfrentam dificuldades com a falta de sucessão familiar no campo. “Além do setor primário, nossa região ainda tem agroindústria de embutidos, queijos, farinha, processamento de peixe e produção agroecológica, sempre baseado na agricultura familiar”, afirma o extensionista da Epagri.

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