As emissões anuais dos atletas que competem no Big Wave, Thiago Jacaré e André Paulista foram mitigadas pela Ecooar, através do plantio de árvores, fazendo deles os primeiros surfistas a compensarem todas as suas emissões de carbono
Bred Oliveira/Divulgação/Folha Regional Natureza, esporte e sustentabilidade. Os surfistas de Jaguaruna Thiago Jacaré e André Paulista, são defensores destas causas e nesta semana receberam uma certificação inédita.
Eles estão em Portugal para a Nazaré Big Wave Challenge, realizada na Praia do Norte, local que atrai surfistas profissionais de todo o mundo em busca de novos recordes e desafios. Com ondas que podem chegar a mais de 20 metros de altura, Nazaré é um dos destinos mais desafiadores para os surfistas de ondas grandes.
Estar presente no Big Wave gerou uma grande ação sustentável. Através do plantio de árvores, a Ecooar, startup de compensação voluntária de CO2, compensou as emissões anuais e as viagens de Thiago Jacaré e André Paulista, certificando como os primeiros surfistas de ondas grandes compensados do mundo.
As emissões anuais dos atletas que competem no Big Wave, foram mitigadas através do plantio de árvores, fazendo deles os primeiros surfistas a compensarem todas as suas emissões de carbono.
“A iniciativa, além de compensar emissões, destaca a responsabilidade ambiental dos participantes. O reflorestamento emerge como ferramenta eficaz na luta contra as mudanças climáticas, e esses surfistas demonstram o compromisso de preservar os oceanos, inspirando uma consciência sustentável global”, afirma os responsáveis pela certificação.
Eles complementam que o certificado emitido pela Ecooar documenta efetivamente o reflorestamento realizado, a preservação ambiental implementada e a eficaz captura de gases de efeito estufa, validando o compromisso dos surfistas da equipe Jagua Boys, com a mitigação das mudanças climáticas.
Bred Oliveira, integrante da equipe Jagua Boys também teve suas emissões compensadas em área de reflorestamento.
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Compensação de emissões de gases
Desde o final da década de 1990, a prática de compensação de emissões de gases de efeito estufa (ou compensação de GEE) vem ganhando força, chegando ao valor de 63 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) compensadas no ano de 2016, somente pelo mercado de carbono voluntário.
A compensação de emissão é o caminho natural de qualquer empresa ou governo engajado na luta contra o aquecimento global, o principal desafio ambiental da história da humanidade. Assim, as entidades investem inicialmente na gestão de GEE, procurando mitigar as suas emissões da melhor forma possível. A partir daí, as empresas e governos procuram compensar, também, as emissões que não puderam evitar.
A compensação de emissão é baseada no entendimento de que, como a Terra só possui uma atmosfera, não importa onde (geograficamente) se reduza a emissão de GEE, e sim que ela realmente aconteça.
O plantio de árvores e a utilização de créditos de carbono, provenientes do Mercado de Carbono Regulado ou Voluntário, são os dois principais modos de se compensar emissões. Contudo, enquanto o segundo método possui grande base e segurança técnica, o primeiro é alvo de muitas críticas por especialistas.