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COTIDIANO

Governo do Estado se mobiliza para investir R$ 500 mil em atualização de projeto de redragagem do Rio Tubarão

Afirmação foi feita durante o 14º Seminário – 49 anos da enchente de 1974 realizado na Amurel nesta sexta-feira

Tubarão, 24/03/2023 11h49 | Atualizada em 25/03/2023 14h56 | Por: Redação Folha Regional

No aniversário de 49 anos da Enchente de 1974, que é considerada a pior tragédia da história da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão, a Associação dos Municípios da Região de Laguna (AMUREL) realizou nesta sexta-feira, dia 24, o 14º Seminário sobre o assunto e discutiu soluções para que o problema não volte a ocorrer.

O secretário da Casa Civil, Estêner Soratto, representou o governo de Santa Catarina e colocou o Estado como parceiro para que as ações necessárias saiam do papel.

“É essencial fazer a revisão e atualizar todos os projetos. O investimento para essa primeira etapa tem o valor estimado de R$ 500 mil, e o governo Jorginho Mello está comprometido em buscar esse valor, para que a comissão que está à frente das ações possa dar esse passo importante”, destacou o secretário.

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Quase 5 décadas depois da enchente de 74, Rio Tubarão continua sem redragagem

O presidente da Amurel, prefeito de Laguna Samir Ahmad, alertou que as cheias que ocorreram nos últimos meses fizeram com que mais entidades voltassem a discutir o assunto.

“O auditório estava cheio com a representação de várias entidades da sociedade civil e política. A redragagem do Rio Tubarão, considerada a principal obra para evitar uma nova tragédia, precisa disso, da participação e cobrança de todos”, disse o prefeito.

A enchente de 1974 deixou, oficialmente, 199 mortos, apesar de não existir uma lista com o nome de todas as vítimas. O prejuízo financeiro estimado, atualizado para os dias atuais, segundo Comitê, foi de R$ 111 bilhões.

Estimada em R$ 550 milhões, redragagem do Rio Tubarão segue em debate

A redragagem do Rio Tubarão é uma das obras que estão em debate há décadas. Sua realização é o principal apelo que o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar reforça entre tantas outras demandas pela gestão dos recursos hídricos na bacia composta por 22 municípios. 

De acordo com o presidente do comitê, Woimer José Back, em torno de um terço da capacidade de escoamento do Rio Tubarão está comprometida por conta de materiais sólidos depositados no fundo do rio. Com isso, dependendo do local da bacia em que uma concentração de chuvas em volume elevado é registrada, as cheias acontecem com mais frequência.

“Ou seja, é uma região de risco e sempre vamos conviver com essa ‘nuvem’. Por isso a necessidade de viabilizarmos o mais rápido possível a redragagem e, em paralelo, também já buscarmos outras alternativas que venham a contribuir com a situação, como a criação de canais extravasores para retirar o excesso das águas quando elas vêm de forma concentrada”, afirma.

E este planejamento, conforme o presidente, precisa ser realizado com a contribuição de todos os municípios da bacia, não somente de Tubarão.

Mais de R$ 2,6 milhões investidos em projetos para a redragagem

O assunto também é debatido desde 2012 com a criação da Comissão de Acompanhamento dos Projetos para a Contenção de Cheias na Bacia do Rio Tubarão. Formada por 26 entidades, a comissão já realizou 47 reuniões neste período e acompanha os projetos para redragagem contratados pelo governo do Estado - o projeto executivo foi iniciado em 2013 e o ambiental, em 2014. 

De acordo com o coordenador da comissão, Claudemir Souza dos Santos, até o momento já foram investidos R$ 2.698.914,88 em projetos, que precisam ser atualizados. A execução da redragagem está estimada em R$ 550 milhões. São previstas manutenção, aprofundamento e recuperação da calha do rio no trecho compreendido entre a ponte da BR-101 e a foz, na Lagoa de Santo Antônio dos Anjos.

Em 2016 foram realizadas audiências públicas em Capivari de Baixo, Laguna e Tubarão. Em 2022 o governo do Estado liberou R$ 10 milhões para o enrocamento e desassoreamento do Canal da Barra Camacho, o que auxilia no escoamento da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e do Complexo Lagunar em caso de eventos extremos. 

“Nossa prioridade é pela conclusão imediata dos projetos para busca de recursos, pois continuamos vulneráveis com o Rio Tubarão muito assoreado. Antes de se falar em recursos para execução, é urgente a conclusão dos projetos pelo governo do Estado. Recursos em nível de governo federal sempre existiram. A natureza não faz acordo conosco”, afirma.

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