Os estudos ambientais e as obras de engenharia necessárias para a abertura do Rio Dragado foram orçados em R$ 325.000 e R$ 43.982,80, respectivamente
O projeto para a abertura do Rio Dragado, localizado no Complexo Lagunar Santa Marta/Camacho, foi encaminhado ao governo do Estado para a captação de recursos em busca de melhorias para o ecossistema e a economia local.
O estudo preliminar foi finalizado nesta semana pela Fundação Lagunense do Meio Ambiente (Flama) e a Secretaria de Pesca e Agricultura de Laguna (Sepagri).
Conforme a fundação e a secretaria, a iniciativa de abrir o Rio Dragado visa restabelecer a comunicação natural entre as lagoas, essencial para a manutenção da biodiversidade e para a sustentação da pesca, atividade econômica primordial para a região. Este projeto foca em remover os obstáculos que impedem o livre fluxo das águas, em particular os diques nas extremidades do canal.
Os estudos ambientais e as obras de engenharia necessárias para a abertura do Rio Dragado foram orçados em R$ 325.000,00 e R$ 43.982,80, respectivamente.
O orçamento inclui serviços como batimetria, análises físico-químicas e microbiológicas da água, monitoramento de vazão, análise da biota aquática e planos de gerenciamento de resíduos sólidos.
As obras de engenharia envolvem a escavação e a remoção de sedimentos e outros objetos irregulares do local.
De acordo com o presidente da Flama, Dener Vieira, a obtenção de financiamento estadual “é crucial para que este projeto vital seja implementado, trazendo benefícios ambientais duradouros e melhorando a qualidade de vida em Laguna”.
Desafios atuais
Desde a década de 1970, o Rio Dragado tem sido central para a dinâmica ecológica das lagoas de Santa Marta e Camacho. Alterações feitas pelo Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS) e a construção subsequente de diques nas décadas de 80 e 90 resultaram em impactos negativos, como o assoreamento acelerado da Lagoa de Santa Marta.
O município afirma que a abertura do Rio Dragado é fundamental para recuperar o equilíbrio ambiental da área, com impacto direto na vida das comunidades de pescadores locais. Além de restaurar o ecossistema aquático, o projeto promete impulsionar a economia da região, beneficiando diretamente as famílias que dependem da pesca para seu sustento.