Filho do ex-presidente afirmou estar registrando as imagens para mostrar ao pai, o que foi proibido para a concessão da prisão domiciliar
Foto: Divulgação O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) explique, em 24 horas, a publicação de um vídeo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, no qual ele afirma ter mostrado ao pai imagens gravadas em evento que reúne políticos conservadores.
Tal ato pode configurar descumprimento das condições da prisão domiciliar. A Procuradoria-Geral da República também foi notificada da decisão.
O vídeo em questão circulou na rede social X e, segundo, o despacho de Moraes, teria sido gravado durante o evento CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora), realizado nos Estados Unidos no fim de semana.
Na gravação, Eduardo afirma estar registrando as imagens para mostrar ao pai e declara que provará que o movimento não pode ser calado.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária temporária por 90 dias, autorizada em 24 de março de 2026, para permitir sua recuperação de um quadro de broncopneumonia. O prazo começou a contar a partir da alta médica.
As condições impostas por Moraes são rígidas. Está vedado o uso de celulares, telefones ou qualquer outro meio de comunicação — diretamente ou por intermédio de terceiros.
O ex-presidente também está proibido de utilizar redes sociais e de gravar vídeos ou áudios, mesmo por meio de outras pessoas. Visitantes precisam passar por vistoria prévia e entregar aparelhos eletrônicos aos policiais responsáveis pela segurança no local.
A regra é clara quanto às consequências: qualquer violação resulta na revogação imediata do benefício e no retorno ao regime fechado ou ao hospital penitenciário.