Estudantes participaram de uma caminhada na avenida central e receberam orientações das assistentes sociais do município
PMT/Divulgação/Folha Regional Nesta quinta-feira, dia 18, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, foram realizadas diversas ações de alerta sobre o tema no município de Treze de Maio.
Durante a manhã, estudantes participaram de uma passeata pela Avenida Sete de Setembro, no Centro de Treze de Maio, até a praça, onde autoridades do município ressaltaram a importância dos cuidados e conscientização contra ao abuso e exploração sexual infantojuvenil. Uma caminhada também foi realizada na localidade de Rio Vargedo com os estudantes da unidade escolar João Sartor.
A secretaria de Assistência Social, Conselho Tutelar e suas redes de proteção visitaram as escolas do município para apresentar, de forma lúdica, o “semáforo do toque”, em que cada criança e adolescente teve a oportunidade de receber a orientação sobre partes do corpo que não podem ser tocadas por qualquer adulto e a quem procurar em caso de violação de seus direitos.
As assistentes sociais destacaram informações sobre a campanha Maio Laranja - que prevê o combate à exploração sexual infanto-juvenil – que tem uma flor como símbolo. Em alusão à campanha, os estudantes plantaram flores no canteiro central da avenida, em frente à prefeitura.
Números de casos de abuso sexual são alarmantes em SC
Dados compilados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) mostram que entre janeiro 2019 e maio de 2023 foram registrados 21,4 mil crimes de violência sexual contra pessoas vulneráveis em SC, 85,91% cometidos contra vítimas do sexo feminino.
Os registros de ocorrência ainda mostram que as meninas entre 10 e 18 anos são as mais acometidas por esses crimes (47,5% dos casos), que em geral acontecem na parte da tarde, entre as 12 horas e as 17h59. O perfil dos agressores também chama atenção, já que em 97% dos registros o autor se trata de um homem e em 43% das ocasiões ele têm entre 25 e 50 anos de idade.
Sobre o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual e Infantil
A data remete a um fato ocorrido há exatos 50 anos, que ficou conhecido como 'Caso Araceli', quando uma menina de 8 anos foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada no Espírito Santo. Seu corpo foi encontrado seis dias depois e seus agressores nunca foram punidos. É para que situações como essa não se repitam que a data foi instituída, e ela faz referência a dois tipos de crimes: o abuso e a exploração sexual.
O abuso sexual é definido como a ação que se utiliza da criança ou do adolescente para fins sexuais, como conjunção carnal ou outro ato libidinoso, presencialmente ou em meio eletrônico. Já a exploração sexual é entendida como o uso da criança ou do adolescente em atividade sexual em troca de remuneração ou qualquer outra forma de compensação. Ambos os crimes têm índices alarmantes em Santa Catarina.