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COTIDIANO

STJ suspende processo por lavagem de dinheiro contra Renan Bolsonaro

Decisão do ministro Messod Azulay Neto trava última pendência criminal contra o vereador de Balneário Camboriú

Brasília, 22/02/2026 20h27 | Por: Redação Folha Regional
Foto: Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú

O ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a suspensão da ação penal por lavagem de dinheiro contra Jair Renan Bolsonaro (PL). A decisão representa uma vitória estratégica para o atual vereador de Balneário Camboriú (SC), pois interrompe a última pendência criminal que poderia barrar suas pretensões políticas.

O caminho para a suspensão no STJ

A defesa de Jair Renan obteve êxito ao argumentar que a acusação de lavagem de dinheiro não poderia subsistir sozinha. Anteriormente, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) já havia arquivado as denúncias de falsidade ideológica e uso de documento falso contra o "04".

Na ocasião, os desembargadores entenderam que houve ausência de dolo, ou seja, não houve intenção de cometer crime, além de dano inexistente, porque o empréstimo bancário de quase R$ 500 mil, que originou a investigação, foi integralmente quitado.

Com a decisão liminar do ministro Azulay Neto, o processo e o prazo de prescrição ficam paralisados até que a Quinta Turma do STJ julgue o mérito do recurso de forma definitiva.

Possibilidades nas Eleições 2026

A suspensão da ação ocorre em um momento crucial. Jair Renan é apontado como um dos nomes do PL para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados neste ano.

Caso o processo avançasse e resultasse em uma condenação por órgão colegiado (segunda instância), o parlamentar poderia ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa, tornando-se inelegível. O advogado de defesa, Admar Gonzaga, reforça que o objetivo final é o trancamento total da ação, sustentando que o vereador foi, na verdade, vítima da situação.

Relembre a Operação Nexum

A investigação contra Jair Renan foi deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) em agosto de 2024. A Operação Nexum apurava um suposto esquema de:

Falsificação de faturamento: Uso de dados contábeis falsos de empresas para obter empréstimos bancários facilitados;

Articulação de fraudes: O mentor do esquema seria Maciel Carvalho, ex-empresário de Jair Renan, que possui extensa ficha criminal;

Movimentações atípicas: Identificação de fluxos financeiros suspeitos, incluindo remessas para o exterior.

Como o caso corre sob segredo de Justiça, o desfecho definitivo depende agora das próximas sessões da Quinta Turma do STJ.

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