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COTIDIANO

VÍDEO: Enfermeiros fazem protesto contra suspensão do piso salarial em Tubarão

Um grupo participou do desfile cívico com faixas e cartazes contra a suspensão definida pelo minitro do STF

07/09/2022 20h44

O desfile cívico realizado na Avenida Afonso Pena, em Tubarão, teve manifestações de enfermeiros. Os profissionais protestam contra a suspensão do piso salarial nacional da enfermagem, fixado em R$ 4.750 para os setores público e privado. O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão liminar, suspendeu neste domingo, dia 4.

Revoltados com a decisão, os enfermeiros aproveitaram o ato cívico para apresentar a situação ao público que prestigiava o evento. Com faixas e cartazes, usando trajes pretos, o grupo desfilou pela avenida. Protestos também foram realizados em Araranguá, Criciúma e outros municípios da região sul nesta quarta-feira, dia 7.

A suspensão afeta 71.462 profissionais da categoria em Santa Catarina. O número é referente aos inscritos no Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina (Coren-SC). São 47.573 técnicos de enfermagem, 18.438 enfermeiros e 5.458 auxiliares de enfermagem que atuam no Estado.

Suspensão

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu no domingo, dia 4, a lei aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro e que cria o piso salarial da enfermagem.

A decisão vale até que sejam analisados dados detalhados dos estados, municípios, órgãos do governo federal, conselhos e entidades da área da saúde sobre o impacto financeiro para os atendimentos e os riscos de demissões diante da implementação do piso. O prazo para que essas informações sejam enviadas ao STF é de 60 dias.

Nos próximos dias, a decisão, que é individual, será levada para análise dos demais ministros do Supremo no plenário virtual. Barroso é relator de uma ação apresentada pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos de Serviços (CNSaúde), que defende que o piso é insustentável.

Diante dos dados já apresentados na ação, o ministro avaliou que há risco concreto de piora na prestação do serviço de saúde, principalmente nos hospitais públicos, Santas Casas e hospitais ligados ao SUS.


Confira a galeria de fotos abaixo:  

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