Tradicional arrasto de praia abre a temporada no Sul de Santa Catarina
Foto: Governo do Estado O feriado de 1º de maio marca o início do período mais aguardado pelas comunidades pesqueiras de Santa Catarina. Nesta sexta-feira, começa oficialmente a Safra da Tainha 2026.
Na região Sul, o clima é de otimismo, especialmente entre as famílias ligadas à Colônia de Pescadores Z-33, que abrange os municípios de Balneário Rincão e Jaguaruna, onde a pesca artesanal é o sustento de centenas de pessoas.
Nesta largada, a primeira modalidade liberada é o arrasto de praia, a técnica mais tradicional do litoral catarinense, que segue um cronograma rigoroso de captura até o final do ano ou até que as cotas estabelecidas sejam atingidas.
A expectativa positiva dos pescadores da região se baseia no comportamento migratório da espécie. Entre maio e julho, as tainhas deixam as águas das lagoas do Rio Grande do Sul e dos estuários do Uruguai e da Argentina.
Elas iniciam uma jornada rumo ao Norte em busca de águas mais quentes para a desova, passando obrigatoriamente pela costa do Sul catarinense.
Fique atento às datas de abertura para cada modalidade de captura:
Arrasto de praia: 1º de maio a 31 de dezembro
Emalhe anilhado: 15 de maio a 31 de julho
Emalhe costeiro de superfície (acima de 10AB): 15 de maio a 31 de julho
Emalhe costeiro de superfície (até 10AB): 15 de maio a 15 de outubro
Cerco/Traineira: 1º de junho a 31 de julho
Uma boa notícia para os pescadores em 2026 é o aumento de 20% nas cotas de captura, definido pelos ministérios da Pesca e Aquicultura e do Meio Ambiente.
Ao todo, será permitida a pesca de 8.168 toneladas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. O limite para o arrasto de praia subiu para 1.332 toneladas, enquanto o emalhe costeiro de superfície agora pode capturar até 2.070 toneladas.
As modalidades de emalhe anilhado e cerco/traineira também tiveram seus limites reajustados para 1.094 e 720 toneladas, respectivamente.
Por fim, o estuário da Lagoa dos Patos, ponto crucial para a preservação da espécie, teve sua cota fixada em 2.760 toneladas. Esse aumento foi fruto de negociações no Grupo de Trabalho da Tainha, visando equilibrar a sustentabilidade da espécie com a viabilidade econômica das comunidades pesqueiras.