A ex-primeira-dama atribuiu a falta de equilíbrio do marido aos efeitos colaterais de medicamentos
Divulgação/Folha Regional A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, dia 9, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem sentido tontura e perdido o equilíbrio ao se levantar.
A declaração foi postada nas redes sociais três dias após o ex-mandatário ter caído da cama na sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O impacto da queda resultou em traumatismo craniano leve, sem qualquer comprometimento intracraniano, segundo o médico Brasil Ramos Caiado.
Michelle atribuiu a falta de equilíbrio do marido aos efeitos colaterais dos medicamentos que seu marido precisa tomar.
"Hoje soube, por meio do advogado, que Jair está com perda de equilíbrio ao se levantar, em decorrência dos medicamentos. Mesmo assim, segue trancado", escreveu Michelle.
A ex-primeira-dama também manifestou temor de que Bolsonaro tenha nova queda e ninguém perceba o acidente. "Quando a segurança era feita apenas pela Polícia Federal, a porta permanecia aberta. Agora, com a Polícia Penal Federal, isso não é mais possível. O medo é real: ele pode cair novamente e ninguém ouvir", afirmou.
Michelle acrescentou que "as autoridades estão cientes dos riscos reais de morte" que Bolsonaro corre "ao permanecer 24 horas trancado em um quarto". "A integridade física dele é de responsabilidade do estado", finalizou.
Cela vistoriada
Na quinta-feira (8), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) protocolou um pedido para que a cela onde Bolsonaro está preso possa ser vistoriada, afirmando que a “ação se faz necessária tendo em vista os últimos acontecimentos amplamente divulgados pela imprensa acerca do ex-presidente”. O pedido faz referência a uma queda de Bolsonaro dentro da cela, que resultou, segundo o laudo médio, em um “traumatismo craniano leve”.
Programa de remissão de pena
Outra solicitação foi a inclusão de Bolsonaro no programa de remição de pena com a leitura de livros para abater parte da condenação. O programa prevê que, a cada livro lido e avaliado, sejam diminuídos quatro dias da pena. Para isso, é necessário que o preso apresente um relatório escrito, submetido à análise de uma comissão responsável. Depois, a avaliação vai para homologação judicial.
Com informações de O Globo