A paralisação é em protesto contra a retirada de direitos da categoria, que mobiliza também outros Estados
Divulgação/Folha Regional Os trabalhadores dos Correios de Santa Catarina entraram em greve nesta quarta-feira, dia 17. A paralisação é em protesto contra a retirada de direitos da categoria, que mobiliza também outros Estados.
Para retomar o diálogo, os trabalhadores pedem reajuste salarial e de benefícios com retroativo imediato, plano de saúde em condições reais de uso, garantia de que nenhuma unidade da empresa será fechada e que não ocorram demissões.
Conforme a estatal, apesar do movimento, nenhum serviço foi afetado e a empresa segue empenhada na construção de um consenso com as representações dos trabalhadores.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect/SC), as reivindicações são para que as cláusulas do Acordo Coletivo sejam mantidas na íntegra, sem retirada de direitos.
"Essa decisão é fruto da indignação da categoria, isso ficou claro nas falas da categoria durante a assembleia, diante dos constantes ataques aos direitos, do desrespeito à mesa de negociação e da falta de compromisso da direção dos Correios com condições dignas de trabalho", diz o sindicato.
Em contrapartida, segundo o sindicato, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), amplamente conhecida como Correios, teria apresentado um conjunto de propostas que “acendem o alerta vermelho na categoria”, como:
Fim do Vale Extra;
Redução do adicional de férias de 70%;
Plano de Saúde sem a ECT como mantenedora;
Não expansão da entrega matutina;
Implementação do sistema de distritamento sem convocação dos aprovados do concurso público.
Outros estados aderem à greve dos Correios
Além de Santa Catarina, sindicatos dos estados de São Paulo, Paraná, Ceará, Paraíba, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul também decretaram greve por tempo indeterminado.
O Sintect-MG defende que só uma mobilização unificada pode barrar os retrocessos. “A direção dos Correios segue demonstrando total desrespeito: não apresenta proposta econômica, ataca direitos históricos, quer destruir nosso plano de saúde, acabar com os 70% das férias, extinguir a entrega matutina, cortar ticket extra, impor o SD da morte, negar a contratação dos concursados e ignorar completamente as condições de trabalho”, declara em nota.
Desde a última quinta-feira, dia 11, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) vem mediando reuniões com representantes sindicais e da direção da estatal para um consenso sobre o ACT (acordo coletivo de trabalho).