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JAGUARUNA (SC)

Problema antigo em Jaguaruna, falta de vagas nos cemitérios segue sem solução

Segundo a administração municipal, diante da limitação de espaços disponíveis, foi constituída uma Comissão de Trabalho específica para tratar do assunto

04/03/2026 08h16 | Atualizada em 04/03/2026 08h26 | Por: Redação l Folha Regional
Fotos: H2O FM

 A superlotação dos cemitérios de Jaguaruna é um problema antigo que tem incomodado a população pela falta de solução na prática. Há anos se fala na ampliação do Cemitério Público Municipal. Em 2022, também havia a ideia de construir um gavetário e uma capela mortuária.

Porém, até o momento, nenhum destes projetos foi concretizado. E as famílias que precisam enterrar seus entes e não tem túmulos enfrentam muita dificuldade para encontrar vaga.

Segundo a administração municipal, diante da crescente demanda e da limitação de espaços disponíveis, foi constituída uma Comissão de Trabalho específica para tratar do assunto. Uma das atribuições é realizar um diagnóstico completo da situação atual, incluindo levantamento de vagas existentes e áreas disponíveis.

A comissão também é responsável por estudar alternativas para a expansão dos cemitérios, observando critérios técnicos, ambientais e legais, e avaliar a possibilidade de otimizar a utilização das áreas já existentes.

“A administração municipal entende a sensibilidade do tema e está empenhada em adotar medidas estruturadas, responsáveis e legalmente adequadas, visando assegurar dignidade às famílias e organização adequada do espaço público”, afirmou o secretário de Governo, Giliard Raimundo Goulart, à redação do Folha Regional.

O secretário explicou que a comissão também irá analisar possibilidades de médio e longo prazo para garantir que o município tenha solução definitiva e planejada para a questão. Não foram divulgadas datas para cumprimento dos objetivos.

Capelas estão comprometidas e correm risco de desabamento 


Os problemas do Cemitério Municipal de Jaguaruna vão além da superlotação. Falta de drenagem, cercamento e cadastramento das pessoas que vão fazer algum tipo de construção no espaço são algumas situações que precisam ser resolvidas.

Também há muros caídos, muito mato e frequentes casos de restos de caixões encontrados nas laterais. A questão foi discutida recentemente em reunião com participação de representantes das secretarias de Planejamento e Obras, da Defesa Civil e Câmara de Vereadores, que foram até ao local para avaliar as condições.

“Houve algum alinhamento, mas queremos ver algo concreto. Quanto à questão da drenagem, existe um valo e cerca de 30 capelas estão comprometidas, uma delas onde está sepultada a minha mãe. Aquilo a qualquer momento pode despencar”, relata o vereador Júlio Marques Pereira, que participou do encontro.

 

Seis anos após assinatura de TAC, irregularidades ainda não foram sanadas


Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi firmado com o município pelo Ministério Público em 2020 para solucionar irregularidades nos cemitérios municipais de Jaguaruna. O TAC foi resultado de um inquérito civil instaurado em 22 de agosto de 2016 que apontou irregularidades sanitárias, ambientais e estruturais.

Com a assinatura do compromisso, a promotoria arquivou o inquérito civil e instaurou procedimento administrativo para fiscalização do cumprimento do acordo. 

Porém, houve descumprimento e, em agosto de 2023, a 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Jaguaruna entrou com ação na justiça para condenar a prefeitura do município ao pagamento de multa no valor de R$ 2.393.000. 

Entre as obrigações previstas, estavam dar início ao procedimento de licenciamento ambiental para obtenção da regularidade ambiental; adotar todas providências e condicionantes impostas pelo órgão ambiental; dar início ao procedimento de alvará sanitário; adotar todas providências e condicionantes impostas pelo órgão sanitário; implementar e manter as medidas necessárias para o correto funcionamento do serviço de sepultamento; entre outras determinações.

A redação do Folha Regional entrou em contato com o Ministério Público para verificar como está o processo atualmente. No entanto, a promotora titular da Comarca de Jaguaruna optou por não fornecer nenhuma informação no momento.

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