O neurocirurgião William Nesi optou por guardar um pedaço da calota craniana no abdômen da paciente.
Fotos: Divulgação A situação vivida pela tubaronense Dani Hermesmeyer, 38 anos, que sofreu um AVC hemorrágico horas após o parto do filho, precisou de uma resposta médica rápida e inusitada. O neurocirurgião William Nesi optou por guardar um pedaço da calota craniana no abdômen da paciente.
“A Dani reagiu muito bem à cirurgia. Naquele momento, o cérebro estava muito inchado e eu optei por guardar um pedaço da calota dela no abdômen. Para que usássemos em um segundo momento para fazer a reconstrução do crânio”, relata o médico.
A primeira cirurgia foi realizada no início de setembro do ano passado e a segunda - para recolocar a calota no lugar - em dezembro. Desde então, Dani se dedica aos tratamentos e reabilitação para recuperação motora e cognitiva.
O bebê, Pedro, hoje tem cinco meses. Além do auxílio quase em tempo integral do marido, Jean Silva, ela tem acompanhamento de profissionais como fisioterapeuta e neuro psicóloga.
“Doutor William realizou minha cirurgia e, com muita clareza e cuidado, me ajudou a entender o AVC que vivi logo depois de parir.
Ouvir essa explicação não é apenas informação médica. É acolhimento, segurança e respeito pela minha história. Sou profundamente grata por todo o cuidado, pela atenção e pela forma humana com que fui tratada em um dos momentos mais delicados da minha vida”, agradece a moradora de Tubarão.
A idade da paciente, considerada jovem para ter um AVC, serve de alerta, segundo o médico: “AVCs hemorrágicos pessoas com menos de 40 anos não são frequentes, mas, nos dias de hoje, cada vez mais comuns”, avalia o neurocirurgião.