Silvia Pereira, de 56 anos, ficou internada por uma semana com queimaduras graves; filho foi preso
Foto: Redes sociais/Reprodução Uma notícia que comoveu o país nos últimos dias teve um desfecho trágico. Após lutar pela vida por sete dias em uma unidade hospitalar, Silvia Pereira, de 56 anos, faleceu nesta segunda-feira (4).
Ela havia sofrido queimaduras gravíssimas enquanto tentava evitar que o próprio filho cometesse um ato extremo contra o próprio patrimônio durante uma fiscalização policial realizada no final do mês de abril.
A fatalidade teve origem no dia 28 de abril, no distrito de Melgaço, no Espírito Santo, durante uma operação de fiscalização de trânsito. Na ocasião, a polícia abordou o filho da vítima, um homem de 33 anos, que conduzia uma motocicleta sem a placa de identificação obrigatória.
Ao ser informado pelos agentes de que o veículo seria removido e encaminhado ao pátio por irregularidades, o condutor demonstrou forte irritação e deixou o local momentaneamente. No entanto, ele retornou pouco tempo depois carregando um galão de gasolina com o intuito de destruir a motocicleta para impedir a apreensão.
Imagens de câmeras de monitoramento capturaram a dinâmica exata do ocorrido e mostram o momento em que a situação fugiu do controle.
No vídeo, o homem despeja o combustível sobre o veículo e ateia fogo diante dos policiais. Ao notar a gravidade da atitude, Silvia Pereira tentou intervir para conter o filho e apagar o início das chamas, mas acabou sendo atingida pelo fogo de forma avassaladora.
As queimaduras atingiram principalmente o rosto e os braços da mulher, que precisou ser socorrida às pressas, permanecendo intubada em estado grave até a confirmação de sua morte nesta segunda-feira.
O autor do incêndio também sofreu ferimentos causados pelas chamas e precisou passar por atendimento médico sob custódia.
Assim que recebeu alta hospitalar, o homem foi preso e encaminhado diretamente ao sistema prisional. Inicialmente, ele foi autuado pelos crimes de resistência, incêndio e tentativa de homicídio com o uso de fogo.
Contudo, com o falecimento da mãe, as autoridades policiais agora devem reavaliar o inquérito para uma possível mudança no enquadramento criminal, que pode passar a ser de homicídio consumado. A prisão do suspeito foi mantida pela justiça após a realização da audiência de custódia.