Renan Saes compartilhou imagens de usina eólica durante o trajeto que passou por Forquilhinha
Foto: Redes sociais/Reprodução O piloto Renan Saes, uma das quatro vítimas fatais da queda de um avião de pequeno porte em Capão da Canoa (RS) nesta sexta-feira (3), registrou imagens de dentro da cabine horas antes do acidente.
O monomotor, que havia partido de Itápolis (SP), realizou uma escala técnica para reabastecimento no Aeroporto Municipal Diomício Freitas, em Forquilhinha, antes de seguir para o Rio Grande do Sul.
Segundo informações preliminares, a aeronave apresentou problemas mecânicos e perdeu sustentação logo após decolar do aeródromo gaúcho para a viagem de retorno, caindo sobre o restaurante Dom Inácio, no bairro Antártica.
Em sua última publicação no Instagram, Renan Saes, que era sócio da empresa Peluzzi Aviation, compartilhou um story mostrando o voo sobre campos abertos e as turbinas de uma usina eólica.
O vídeo, acompanhado pela música "Sauti" (parceria entre Francis Mercier, Faul & Wad e o African Children’s Choir), captou momentos do voo antes da sequência de eventos que levaria à queda por volta das 10h35.
Além de Renan, a tragédia vitimou outras três pessoas que estavam a bordo:
Nélio Maria Batista Pessanha: piloto da aeronave;
Débora Belanda Ortolani: empresária e diretora executiva da Feira de Ibitinga;
Luiz Ortolani: gerente-geral de uma concessionária em Santo André (SP).
O casal de empresários residia entre Xangri-Lá (RS) e Ribeirão Preto (SP). De acordo com o governo de Forquilhinha, a aeronave era de propriedade particular e cumpria um plano de voo que buscava os passageiros no Rio Grande do Sul para levá-los ao interior paulista.
Testemunhas relataram que o avião perdeu altitude subitamente momentos após deixar o solo. O impacto ocorreu sobre o telhado de um restaurante na Avenida Valdomiro Cândido dos Reis. Felizmente, o estabelecimento estava fechado e os imóveis vizinhos estavam vazios no momento da colisão, o que evitou vítimas em solo.
Imagens do local mostram uma densa coluna de fumaça e o esforço das guarnições do Corpo de Bombeiros e da Brigada Militar para conter as chamas e isolar a área.
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul coordenou a evacuação preventiva das casas adjacentes. As causas exatas da falha técnica que impediu a sustentação do monomotor agora serão apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA).