Vítima foi morta na Comunidade Marielle Franco; Polícia Civil investiga o envolvimento de facção criminosa
Foto: Jornal Razão/Reprodução A Delegacia de Homicídios de Florianópolis investiga um crime violento com fortes indícios de execução que assustou os moradores da capital. O gaúcho Rodrigo Albé foi assassinado com mais de 30 disparos de arma de fogo na Comunidade Marielle Franco.
O cenário encontrado pelos investigadores aponta para uma ação brutal e planejada por organizações criminosas.
A Polícia Militar foi acionada via rádio para atender a ocorrência e, ao chegar ao local indicado na comunidade, encontrou a vítima caída e já sem os sinais vitais. O corpo apresentava uma grande quantidade de ferimentos provocados pelos projéteis.
Durante o isolamento do perímetro, os policiais militares recolheram cerca de 30 cápsulas deflagradas de munição calibre 9mm espalhadas pela cena do crime.
A Polícia Civil e a Polícia Científica foram acionadas imediatamente para realizar os procedimentos periciais e fazer a colheita de impressões digitais e provas que possam ajudar a elucidar a autoria dos disparos.
De acordo com os investigadores, o volume excessivo de tiros comprova que os criminosos agiram com determinação de não deixar margem para a sobrevivência da vítima.
Um detalhe que chamou a atenção das forças de segurança foi o comportamento registrado logo após o término da execução. Rojões e fogos de artifício foram disparados no Morro do Mocotó, uma região vizinha à comunidade onde ocorreu o homicídio. O ato é frequentemente associado pela polícia a manifestações de comemoração de grupos criminosos após a eliminação de rivais.
A ocorrência foi formalmente registrada como homicídio doloso. A Polícia Civil assumiu o inquérito e trabalha com linhas de investigação focadas na atuação de facções organizadas, buscando descobrir a motivação do acerto de contas e rastrear os responsáveis pela logística do crime. Até o fechamento desta matéria, nenhum suspeito havia sido localizado ou preso.