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A queda se dará: pela arrogância, soberba e falta de respeito com o torcedor

Por Eduardo Ventura

A situação está cada vez mais crítica para o torcedor do Hercílio Luz. Além de um elenco fraco e com severas dificuldades para conseguir vencer uma partida por conta de um time com qualidade de disputar uma Série C catarinense, precisa nas duas partidas que restam, hoje contra o Criciúma e no sábado contra o Brusque, vencer os dois jogos e torcer por resultados paralelos. Por causa dessa situação, uma faixa foi exposta pela torcida durante a partida contra a Chapecoense. As alegações são de que os gestores do clube não abrem diálogo. Sem haver nenhum tipo de conversa, o modelo de SAF, para o torcedor assíduo, naufragou. 

O modelo escolhido pelo clube associativo, em se retirar da gestão vendendo a sua participação para desconhecidos, não deixava dúvida de que o time teria um dono. Esse dono faz a gestão da maneira que lhe convier. Errados eles não estão, pois receberam as chaves do Leão para fazerem a gestão da forma que quiserem. Pedem a saída de Pedro Smania. Profissional contestado por tantos, mas no perfil de trabalho que os investidores querem, ele tem dado resultado por conta dos contatos e clubes onde trabalhou.

Eu também iria espernear vendo o meu clube voltando para o limbo da segunda divisão e, do outro lado dos trilhos, o Peixe se reerguendo, e com potencial enorme para ser o melhor time da cidade, pois quem estará na elite ou buscará esse espaço que será deixado pelo Hercílio Luz é o Clube Atlético Tubarão SAF. O sucesso da dupla que foi desmembrada, com Raul Cabral e Felipe Gil, seguiu dando frutos em outros clubes. Gil no Peixe e Raul Cabral nas semifinais do Campeonato Mineiro e mais uma vez campeão do interior mineiro, classificado para a Copa do Brasil e com forças para chegar à segunda divisão nacional com o seu Tombense.

As portas do clube fechadas para membros da imprensa, por vazamento de algumas informações veiculadas nas emissoras de rádio e jornais, e a valorização de quem busca bem informar o seu ouvinte. Chamo atenção para dois profissionais que tentam nos seus veículos passar o que há de bom, mas, na maioria das vezes, a repercussão que deveria ser positiva passa ao lado negativo porque eles querem. Caio Maximiano e Lucas Marques vivem a essência do jornalismo esportivo. Portas abertas há décadas, lembro o nome de Sebastião Farias, o criador do bordão “Vibra que é teu, Leão do Sul”. Observa lá de longe a perspicácia desses jovens, por muitas das vezes sendo maltratados pela falta de educação e também pela soberba de quem entende que se faz gestão de um clube de futebol centenário pisando nas pessoas.

Eduardo Ventura
Eduardo Ventura

Um dos principais nomes do jornalismo esportivo da região, o colunista traz notas exclusivas e o seu olhar atento sobre tudo o que rola dentro e fora das quatro linhas

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EDUARDO VENTURA