O sábado marcou o início de mais uma edição da Copa Tubarão – Taça Nilton Carara Nandi. Numa solenidade de abertura prestigiada pelos dirigentes dos clubes participantes, torcedores, familiares do homenageado e do prefeito municipal Estêner Soratto, a bola rolou no Mendes e Fernandes, no bairro Bom Pastor. O Gatorad’s recebeu o Palmeiras com vitória do Verdão de Congonhas pelo placar de 1 a 0. No domingo, no Henrique Meneghel, o Marathon foi atropelado pelo visitante. A Ponte Preta não tomou conhecimento do adversário, vencendo por 4 a 0. A competição segue no próximo final de semana, com dois jogos no domingo. O Ecus recebe o Pinheirinho, e Real Andrino enfrenta o Borracha.
Fórmula de disputa
A Copa Tubarão é organizada pela ACAT – Associação Clubes Amadores de Tubarão. Será disputada por oito clubes, divididos em dois grupos. Os três primeiros avançam. O segundo e terceiro colocados disputam uma partida eliminatória para enfrentar o primeiro de cada grupo, com jogos de ida e volta, e a grande final será disputada em jogo único, marcado para o dia 13 de setembro. Mais uma vez ressaltamos o empenho, sob a liderança de Mauro Cancelier, em buscar uma excelente opção para os clubes amadores de Tubarão, com a realização deste evento esportivo e com o reconhecimento da gestão municipal.
A encruzilhada do Peixe
Distante oito pontos do líder Metropolitano (em dez jogos, somou 22 pontos), o Tubarão inicia o returno com a missão de vencer sete dos nove jogos, se quiser lutar pelo acesso nas duas últimas rodadas. O fraco desempenho da equipe em nove jogos, somando 14 pontos, deixa o torcedor na expectativa desta virada de chave. Não quero ser pessimista, mas, pelo desempenho das outras equipes à sua frente, mesmo tendo confronto direto com todos, é necessário vencer. Hoje, a partir das 15h, na Vila, contra o Blumenau, é o pontapé inicial. O torcedor tem que acreditar até o fim.
O rugido do Leão
Mesmo em alguns jogos não apresentando um futebol vistoso, o Leão do Sul permanece na cola do líder, seguindo na briga pelo acesso. São dois jogos em sequência no Aníbal Costa: Metropolitano e Fluminense. No returno tem ainda os confrontos contra Juventus e Caravaggio. Esses dois primeiros jogos são cruciais para somar os seis pontos. O apoio do torcedor será cada vez mais fundamental nos jogos em casa. O Aníbal Costa tem que rugir dentro de campo e nas arquibancadas.
A vaidade no futebol representa a busca excessiva por reconhecimento, status ou atenção individual, o que frequentemente se sobrepõe aos objetivos coletivos do clube. Infelizmente é assim que seguem os bastidores do Clube Atlético Tubarão. Um desrespeito ao clube, que ao longo das últimas duas décadas tem buscado sobreviver sob falsas promessas. Ele é a sequência do Tubarão FC, o qual, quebrado e falido, fechou as portas. Do dia para a noite, um novo clube foi criado, utilizando as mesmas cores e o mesmo local. Ou seja, na prática do futebol, nasceu um novo CNPJ. A história contempla atrasos de salários, doação de cestas básicas para fazer a refeição dos atletas, greve, criação de uma SPE, que até hoje não teve o propósito específico esclarecido, e mais uma vez o clube vai para a lama.
Rua sem saída
Os títulos conquistados, a disputa da Copa do Brasil (com dinheiro da cota bloqueado até hoje), o imbróglio com a União em relação às multas aplicadas pelo uso exclusivo de espaço sem autorização (campo externo), dividas milionárias com fornecedores, funcionários e atletas. A SPE é massa falida. O que recebe, e quando recebe, repassa - pouco ou quase nada. A ideia de ressurgir o clube, com abnegados através do clube associativo, foi na época uma “excelente ideia”. Mas internamente quem não tem habilidade alguma para lidar com futebol colocaria lá na frente a carroça à frente dos bois.
Midas x Phthónos
O Rei Midas surge no cenário, mas Phthónos não permite o crescimento. Mesmo sem colocar um tostão, cria discórdia, deixando todos atônitos em busca de solução. Fora de campo, o gestor da SAF alimenta um sonho não só dele, mas de metade da cidade, que luta desde os áureos tempos do Ferroviário, Tubarão FC e Atlético Tubarão: a disputa da elite do futebol catarinense, e quem sabe uma Série D do Brasileiro. Mas tudo saiu do campo esportivo, entrando no meio jurídico, prejudicial para o rendimento em campo.
Quem perde é o torcedor
Mesmo assim, os abnegados que não precisam do status de “presidente” seguem na luta para manter o clube vivo, ou, pelo menos, em condições de disputar o acesso, que deveria ser prioridade total para todos, e não virar uma guerra de vaidades, questionando e bloqueando o que o torcedor mais quer: a sustentabilidade de uma instituição esportiva. O associativo fracassou todas as vezes. A oportunidade da SAF apareceu, mas tem a velha máxima: o mesmo pau que bate no Chico bate também no Francisco. Só que no Chico a paulada costuma ser bem mais forte.
Confesso que me deixou surpreso a “briga” - no bom sentido - pela liderança do Catarinense da Série B. Com a condição de que somente o campeão consegue o acesso, a margem de erro tem que ser mínima, para não dizer próximo do zero. Um fato que motiva ainda mais os clubes e projetando um melhor público nos estádios, acredito, são os confrontos que valem a liderança. O Caravaggio liderou as últimas duas rodadas. Agora, o bastão está nas mãos do Metropolitano. Na cola, seguem Hercílio Luz, Blumenau e Tubarão. A diferença do Metrô para o Tubarão é de três pontos. Acredito que esses cinco clubes seguem na intensa luta pelo acesso, e quem estiver mais bem organizado em todos os aspectos vai alçar a tão sonhada vaga. Mas, neste momento da competição, pela ordem, eu aponto: Hercílio Luz, Caravaggio e Metropolitano.
E o Peixe?
Algum leitor, ao ler a nota acima, vai me questionar. Reitero o que ouvi no programa Central do Esporte, na Rádio Cidade: apaixonado pelo Tubarão, Alexandre Neto fez fortes cobranças à gestão do clube. No pacote, não poupou nem o administrador da SAF, Juliano Mendes. Existe uma série de fatores no futebol que pode dar muito certo e também dar tudo errado. O primeiro diz respeito às escolhas. Até encaixar o sistema de jogo, com o elenco e a linguagem do treinador, demora. Neste caso, Jailson Zatta, na minha opinião, já venceu o tempo de validade dele. No clássico, o Tubarão foi irreconhecível. Por mais que tentem me convencer que competiu os 90 minutos, Zatta levou um banho de bola do Rogério Corrêa, e o resultado de 2 a 0 ficou barato.
Viva o mestre Sabino
A homenagem prestada pelo Batalhão Garra Tricolor (BGT) ao mestre Sabino - lenda viva do futebol não só da Cidade Azul, mas de toda a região - é digna de aplausos e de reconhecimento. Precursor do futebol na região, Mestre Sabino marcou gerações e fez parte da vida de muitas pessoas através do esporte, deixando um legado que será sempre lembrado. Na partida do último domingo (31), o bandeirão com a imagem dele foi exposta nas arquibancadas do Domingos Silveira González e deu muita sorte com a vitória do Peixe contra o Fluminense pelo placar de 1 a 0 - gol marcado por Franclin.
“Tubarão, terra amada e bendita. Hoje brilhas com grande fulgor. És a terra onde a vida palpita. És celeiro de paz e de amor.” Entoado pelos quatro cantos do município, o hino de Tubarão, de autoria da professora Walkyria Búrigo de Carvalho e lançado oficialmente em 1980, retrata a luta e a garra de um povo. Uma cidade pujante, com importante relevância no cenário esportivo nacional. Conhecida não somente pelo futebol, mas no caratê, futsal, voleibol, handebol, judô, natação e tantas outras modalidades esportivas. Tudo isso é motivo de celebração nestes 156 anos. O incentivo do bolsa atleta e bolsa técnico e o apoio financeiro do termo de fomento projetam um futuro promissor para as novas gerações. Muitos dos que receberam o incentivo quando o subsídio foi criado hoje passam o seu conhecimento e expertise para as novas gerações - fruto de gestores que, à frente do Executivo e Legislativo, contribuíram e seguem se dedicando, não apenas nas promessas de campanhas, mas na oportunidade gerada para todos.
Clássico no Aníbal Costa
Além de registrar a fundação oficial do município, o dia marca o reencontro de dois velhos conhecidos. Hercílio Luz e Atlético Tubarão vivem o melhor momento no Campeonato Catarinense Série B. Após seis rodadas, seguem na cola do líder, o Caravaggio. O Azulão soma 11 pontos, contra 10 da dupla da Cidade Azul. Por mais que possa haver grande rivalidade, ambos buscam contemplar os seus torcedores com um único objetivo: a vitória. A partir das 19h30, no Estádio Dr. Aníbal Torres Costa, vai haver um misto de emoções. De um lado, os 400 lugares dos torcedores do Peixe estarão completamente tomados. Resta saber qual será a presença do torcedor do Leão do Sul. Não sendo muito exigente, no mínimo duas mil pessoas para deixar o espetáculo lindo nas arquibancadas, celebrando o aniversário da Cidade Azul.
Rogerio Correa vs. Jailson Zatta
O trabalho realizado pelas SAFs – aliás, será o primeiro clássico após o Peixe entrar no seleto clube de clubes-empresas – será intenso dentro de campo. Jogando “fora de casa”, Jailson Zatta sabe que precisa recuperar os pontos perdidos em casa, principalmente contra o Jaraguá, que tem apenas um ponto e segue na lanterna. Rogerio Correa, treinador colorado, em seis jogos soma três vitórias. Na perseguição do acesso, e jogando diante do seu torcedor, vai querer triunfar contra o rival.
Arbitragem caseira
O departamento de arbitragem da FCF escalou um trio “caseiro”. Franciel dos Santos Martins será o árbitro. Aos 30 anos, o lagunense acrescentará no seu currículo o clássico da Cidade Azul. Entre os seus auxiliares, um deles será o experiente José Roberto Larroyd. O tubaronense de 40 anos (completados na última segunda-feira) sabe o que é viver a função de árbitro assistente no clássico. O outro assistente, o imbitubense José Paulo Martins Sinfrônio, tem no seu currículo o prêmio de melhor árbitro assistente na Série B de 2023. Não tenho dúvida de que o trabalho será de excelência pela competência do trio escalado para o confronto na noite desta quarta-feira.
Assim segue a dupla da Cidade Azul na série B do Catarinense. O alerta segue ligado, pois não pode se distanciar. O Leão tem sete pontos, o Peixe nove, o líder tem 10. Foram cinco das 18 rodadas, e o rendimento neste momento é satisfatório, pois alguns clubes não terão fôlego para se manter no topo. A pressão aumenta, pois falta uma rodada para o clássico. Antes, o Tubarão recebe o Caravaggio, e o Hercílio encara o Juventus fora de casa. Um aperitivo dos bons antes da partida no dia 27, no Aníbal Costa, que pelo visto terá casa cheia.
Cama comprida, cobertor curto
O título desta nota se enquadra ao Tubarão. Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas por Jailson Zatta e Nasareno Silva em montar um elenco com peças de reposição, não vejo motivos para histeria. E o fato é simples: o mercado está em andamento com a Série D, de onde ambos falam que podem vir os reforços, e quem vier vai ter que pagar mais caro. A fórmula de disputa da Série B é criminosa para o nosso futebol, não tem mais como lamentar, mas tenho que lembrar que sobe apenas um clube, limitando o futebol do interior às séries B e C, que sonham um dia jogar ou voltar a disputar a elite.
Wesley é Seleção
A tão esperada convocação da Seleção brasileira realizada na tarde desta segunda-feira (18), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, tem um ex-jogador do Peixe na lista. O lateral Wesley, revelado no clube da Cidade Azul, mais conhecido no mundo do futebol vestindo as cores do Flamengo e posteriormente negociado com a Roma, da Itália, deverá ser o lateral direito titular de Carlo Ancelotti. Aos 22 anos, chega ao topo da meteórica carreira de atleta profissional. Além de ter qualidade, foi abraçado pelo ex-jogador Sávio Bertolini, que o adquiriu da SPE, levando-o para atuar no Sub-20 do Flamengo, que tinha como treinador Felipe Luís. Bom, o restante da história todos já conhecem...
Ex-jogador do Peixe morre em Criciúma
Faleceu na tarde do último sábado (16), aos 45 anos, após sofrer um mal súbito, o ex-zagueiro Anderson Bill. Atualmente, ele trabalhava como professor em uma escolinha de futebol em Criciúma, onde residia. Bill vestiu a camisa do Tubarão FC de 2003 a 2005 e do Atlético Tubarão em 2013. O ex-zagueiro foi revelado pelo Criciúma e jogou em vários times do Brasil, como Cruzeiro-MG, Mamoré-MG, Próspera-SC, Inter de Santa Maria-RS, Caxias-RS, Veranópolis-RS, Brasil de Pelotas-RS, União Frederiquense-RS, Avenida-RS, Nacional-AM e América de Natal-RN, entre outros, além de ter passado pelo futebol chinês. Anderson Bill deixa a esposa Grasielle, a filha Maria Eduarda e os pais Dalmir e Juciléia.

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