Existe uma lei silenciosa que governa quase todo processo de crescimento: antes de melhorar, piora. Isso vale para reformas, reorganizações, decisões profissionais, relações pessoais e, principalmente, para a vida financeira. O caos temporário faz parte da construção da ordem. E sem ordem, nada prospera.
Nesta reta final de ano, essa verdade fica ainda mais evidente. É o momento em que chegam os resultados, os balanços, as participações de lucro, o 13º salário. Períodos assim sempre nos dão a sensação de oportunidade. Mas oportunidades só se tornam bênçãos quando encontram ambiente preparado. Caso contrário, viram desperdício.
É impossível preparar o futuro de forma saudável mantendo desordem no presente, quer seja na casa, na mente, no coração ou nos investimentos.
Nos últimos dias vivi isso de maneira literal. Decidi arrumar algumas portas, alguns lugares (algumas coisas tenho mais facilidade de desapegar, outras nem tanto). Porém, decidi organizar tudo. Papéis que não serviam mais, perfumes e cremes que estavam sem uso, livros que precisavam de novo destino, roupas que já não faziam sentido. Coloquei tudo no corredor de casa, e de repente minha casa parecia muito bagunçada.
O corredor ficou cheio. Eu fiquei cansada fisicamente. Mas minha mente... ah, essa estava em paz.
Quando a gente coloca ordem, também organiza o que sente. E quando limpamos o que está fora, abre-se espaço para respirar por dentro. Esse processo vale para o guarda-roupa e vale para as finanças. Muitas vezes, antes da clareza vem o desconforto, mas é esse desconforto que abre o caminho da prosperidade.
Do mesmo jeito que tirar tudo do armário expõe o caos para depois gerar organização, rever orçamento, analisar gastos, descartar hábitos e replanejar investimentos também exige coragem. Sim, às vezes “piora”: aparecem gastos que você ignorou, metas esquecidas, decisões impulsivas. Mas é justamente esse confronto que gera ordem, e é da ordem que nasce a prosperidade.
Com a mente organizada e o coração em paz, aplicar o 13º, o bônus de final de ano ou qualquer excedente financeiro deixa de ser impulso e se torna estratégia. A vida organizada decide com clareza. A desorganizada decide com pressa.
Por isso, deixo um convite: aproveite o fim de ano, o recesso ou as férias para colocar ordem no que importa.
Arrume uma gaveta, revise suas finanças, limpe a casa, esvazie a mente, selecione o que vale ficar e descarte o que não serve mais. Estabeleça isso como meta.
Porque tudo melhora quando a ordem chega.

Investimento e desenvolvimento
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