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Caixa é rei, faturamento é ego

Por Maurício Dobiez

Na vida real dos negócios, não é difícil encontrar empresários empolgados com os números de faturamento: “bati 1 milhão este mês!”, “a gente dobrou o volume em relação ao ano passado!”. Mas quando você pergunta como está o caixa, a conversa muda de tom.

Já ouviu a frase “caixa é rei, faturamento é ego”? No mundo do empreendedorismo, ela é quase uma regra de sobrevivência. Porque faturamento enche os olhos, mas é o dinheiro no caixa que paga as contas, garante salário dos funcionários e sustenta o negócio nos momentos difíceis.

É como aquela história do sujeito que ostenta um carrão financiado, mas não tem dinheiro para abastecer. Parece rico, mas está no vermelho. O faturamento pode mostrar crescimento, mas não revela o custo para manter a operação — e é aí que muitos se perdem.

Foco no caixa significa olhar com lupa para a entrada e saída de recursos, controlar o giro, negociar prazos, manter reservas e planejar com consciência. Não adianta vender muito e não sobrar nada no fim do mês.

Na prática, a pergunta certa não é “quanto sua empresa fatura?”, mas sim: quanto sobra? quanto está no caixa? quanto de verdade você pode reinvestir ou guardar?

Gestão financeira séria é aquela que troca vaidade por consistência. Porque empresa que cresce desordenadamente, sem caixa, vira castelo de areia: bonito por fora, frágil por dentro.

O recado é claro: quem governa a empresa é o caixa — ele é o rei. Todo o resto precisa trabalhar para fortalecê-lo.

Maurício Dobiez
Maurício Dobiez

Empreendedor de sucesso, o colunista compartilha sua experiência e conhecimento para facilitar a vida de quem atua no mundo dos negócios

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MAURíCIO DOBIEZ