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COLUNISTAS

Não é o mais forte que cresce - é o que muda mais rápido

07/04/2026 22h20 | Atualizada em 07/04/2026 22h20 | Por: Maurício Dobiez

O mercado não avisa quando muda. Não manda e-mail. Não agenda reunião. Não pede autorização. Ele simplesmente muda. E quem não percebe… fica para trás sem entender exatamente por quê.

Durante muito tempo, acreditou-se que empresas fortes eram aquelas com mais estrutura, mais capital, mais tempo de mercado. E sim, isso ainda ajuda. Mas deixou de ser suficiente.

Hoje, o diferencial não está mais na força. Está na velocidade de adaptação.

Empresas que crescem não são necessariamente as maiores — são as que conseguem ajustar rota mais rápido. Mudam preço quando precisam. Revisam processo sem apego. Trocam estratégia sem ego.

Enquanto isso, muitas outras continuam fazendo exatamente o que sempre fizeram. Não porque está dando certo… mas porque sempre foi assim. E esse é o ponto mais perigoso.

Porque o mercado não pune quem erra. Ele pune quem demora para perceber que está errando.

A verdade é que adaptação não tem nada a ver com fraqueza. Pelo contrário. Exige maturidade, leitura de cenário e, principalmente, coragem.

Coragem para abandonar o que já funcionou. Coragem para rever decisões. Coragem para admitir que o contexto mudou. E isso não é simples.

Tem empresa hoje faturando bem… mas com modelo ultrapassado. Tem empresário trabalhando muito… mas na direção errada. Tem operação rodando… mas perdendo eficiência sem perceber.

Tudo isso porque existe uma resistência silenciosa à mudança. Só que o mercado não negocia com resistência. Ele avança.

Quem cresce é quem aprende a se ajustar antes que seja obrigado a mudar. No fim, não vence o mais inteligente, nem o mais estruturado. Vence quem entende o jogo mais rápido do que ele muda.

E a pergunta que fica é simples: Você está evoluindo… ou só repetindo o que sempre fez?

O maior erro no imposto de renda não está na declaração - está no ano inteiro

24/03/2026 23h04 | Atualizada em 24/03/2026 23h04 | Por: Maurício Dobiez

Existe um ditado popular que diz: “Quem planta vento colhe tempestade”.

No imposto de renda, a lógica é parecida, mas com um detalhe importante: a colheita não acontece no momento da declaração, e sim ao longo de todo o ano.

Muitas pessoas acreditam que o imposto de renda é um evento isolado, que acontece entre março e maio. Reúnem documentos, preenchem informações e torcem para não cair na malha fina..

Mas a verdade é que a declaração é apenas o reflexo de tudo aquilo que foi feito - ou deixado de fazer - durante o ano inteiro.
O maior erro não está em preencher um campo errado.

Está em viver financeiramente sem organização, sem estratégia e, principalmente, sem consciência tributária.

Ao longo do ano, decisões aparentemente simples vão se acumulando.

Um investimento feito sem orientação. Uma movimentação financeira não registrada corretamente.

Uma despesa que poderia ser dedutível, mas não foi documentada. Um rendimento que ficou “esquecido”.

Isoladamente, nada disso parece relevante.

Mas, quando chega o momento da declaração, tudo aparece - e, muitas vezes, acompanhado de imposto a mais para pagar ou risco de inconsistência com a Receita Federal.

Por outro lado, quem enxerga o imposto de renda como parte da gestão financeira toma decisões diferentes.

Organiza seus documentos. Entende quais despesas podem ser deduzidas. E, principalmente, conta com orientação profissional ao longo do ano, não apenas na hora de declarar.

O resultado é claro: menos risco, mais segurança e, em muitos casos, economia de imposto dentro da legalidade. Existe um equívoco comum de acreditar que o contador “resolve” o imposto de renda no momento da entrega. Mas, na prática, o que ele faz é interpretar o que já aconteceu.

Se o ano foi mal conduzido, não existe mágica na declaração que corrija isso.

Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja “como fazer minha declaração?”, mas sim “como estou conduzindo minha vida financeira ao longo do ano?”.

Porque, no fim das contas, o imposto de renda não é sobre formulários. É sobre comportamento.

E quem entende isso deixa de tratar a declaração como uma obrigação anual… e passa a usá-la como uma ferramenta de inteligência financeira.

O lucro que escapa pelos detalhes

10/03/2026 21h55 | Atualizada em 10/03/2026 21h55 | Por: Maurício Dobiez

Existe um ditado popular que diz: de grão em grão, a galinha enche o papo.

No mundo empresarial, a lógica também funciona — mas muitas vezes ao contrário. De pequeno custo em pequeno custo, muitas empresas vão enchendo o prejuízo sem perceber.

Não estou falando apenas de grandes erros estratégicos. Na maioria das vezes, o problema está nos custos invisíveis, aqueles que não aparecem de forma clara nos relatórios ou que simplesmente deixam de ser analisados.

São pequenas decisões diárias que parecem irrelevantes isoladamente, mas que somadas ao longo dos meses, corroem o resultado. Entre os mais comuns, destaco alguns:

- processos ineficientes que fazem a equipe perder tempo;

- retrabalho constante por falta de organização;

- inadimplência sem uma régua de cobrança estruturada;

- falta de controle sobre indicadores básicos do negócio.

O curioso é que muitas empresas se preocupam muito com aumentar o faturamento, mas dedicam pouco tempo para entender onde o lucro está escapando.

E aqui está um ponto importante: crescer faturamento sem gestão pode significar crescer prejuízo. Empresas saudáveis não são apenas aquelas que vendem mais. São aquelas que entendem profundamente seus números.

Elas sabem:

- quanto custa cada processo;

- qual cliente é realmente rentável;

- onde estão os desperdícios;

- e quais decisões impactam diretamente o caixa.

No fim das contas, gestão empresarial é menos sobre “trabalhar mais” e muito mais sobre enxergar melhor.

Porque, quando o empresário passa a olhar os números com atenção, muitas surpresas aparecem.

E quase sempre a maior delas é descobrir que o problema nunca foi vender pouco.

Era simplesmente não saber onde estava perdendo dinheiro.

Queimem os barcos

24/02/2026 22h09 | Atualizada em 24/02/2026 22h09 | Por: Maurício Dobiez

Em 1519, o comandante espanhol Hernán Cortés desembarcou no México com pouco mais de 500 homens para enfrentar um império inteiro.

Antes mesmo da batalha começar, ele percebeu algo mais perigoso do que o inimigo externo: a dúvida dentro do próprio time.

Alguns soldados já pensavam em voltar. Eles tinham um plano B: os navios.

Foi então que Cortés tomou uma decisão radical — mandou inutilizar todas as embarcações. Queimadas, afundadas ou desmontadas, pouco importa. O fato é que não havia mais como recuar.

Sem barcos, só restavam duas opções: avançar ou fracassar ali mesmo. Essa atitude nunca foi sobre coragem. Foi sobre estratégia.

Enquanto existe uma saída confortável, o comprometimento nunca é total. Quando o plano B está disponível, o plano A recebe apenas parte da energia.

E é exatamente isso que vejo todos os dias no mundo empresarial.

Muitos empresários dizem que querem crescer, mas mantêm portas abertas para voltar atrás. Querem resultado, mas não abrem mão da zona de conforto. Falam em expansão, mas seguem operando no modo sobrevivência. Resultado não nasce de motivação. Nasce de comprometimento.

“Queimar os barcos” virou metáfora para assumir decisões sem retorno, cortar alternativas fáceis e parar de negociar com a própria disciplina.

No mundo real, isso significa:

– parar de adiar decisões difíceis

– abandonar projetos que não entregam resultado

– focar no que realmente move o negócio

– executar todos os dias, mesmo quando não dá vontade.

Empresas não quebram por falta de ideias. Quebram por excesso de distração.

Se você quer um próximo nível, precisa escolher um caminho — e sustentar essa escolha.

Enquanto houver barcos ancorados, o avanço será lento.

Mas quando você decide de verdade, elimina o plano B e assume o compromisso com o plano A, algo muda.

A execução acelera. O foco aumenta. Os resultados aparecem.

No fim, a pergunta é simples: você está navegando ou já queimou os barcos?

2026 não é um ano difícil; é um ano revelador

10/02/2026 22h18 | Atualizada em 10/02/2026 22h18 | Por: Maurício Dobiez

É comum ouvir, nas conversas entre empresários, que 2026 começou mais pesado. Custos mais visíveis, margens mais apertadas, fluxo de caixa pressionado e decisões que já não podem mais ser tomadas no improviso. A reforma tributária começou a sair do discurso e entrou na rotina das empresas. O problema não é o cenário. O problema é como muitas empresas entraram nele.

O que antes dava para compensar com volume, hoje exige eficiência. O que antes se resolvia no feeling, agora pede número. O que antes ficava escondido na operação, agora aparece no caixa. E isso está expondo fragilidades que sempre existiram, mas eram maquiadas por crescimento, inflação ou movimento de mercado.

Vejo empresas com faturamento, mercado e bons produtos sofrendo não por falta de cliente, mas por falta de estrutura. Falta planejamento tributário claro, falta controle financeiro confiável, faltam processos definidos e, principalmente, falta estratégia. A reforma tributária não veio para quebrar empresas. Ela veio para separar quem gere de quem improvisa.

É exatamente aqui que entra o planejamento estratégico — não como algo sofisticado ou distante, mas como ferramenta básica de sobrevivência. Planejar agora significa entender impacto tributário, revisar preços, organizar custos, projetar cenários, fortalecer o caixa e alinhar toda a empresa para decisões mais conscientes. Significa parar de reagir e começar a conduzir.

Quem ignora isso vai sentir aos poucos: mais retrabalho, mais desgaste, mais pressão e menos margem. Não é uma quebra repentina. É um cansaço contínuo de quem trabalha muito e avança pouco. É o empresário que vive ocupado, mas não cresce. Que vende, mas não prospera. Que fatura, mas não acumula.

2026 não separa empresas grandes de pequenas. Separa empresas organizadas das improvisadas. E quanto mais o ambiente fica técnico, regulado e competitivo, menos espaço sobra para gestão intuitiva.

Aqui vai a parte mais dura: esperar o cenário “ficar melhor” não é estratégia. É aposta. O empresário que atravessar esse ano sem revisar sua estrutura, sem investir em gestão, sem entender seus números e sem um plano claro para os próximos passos não estará sendo conservador — estará sendo negligente com o próprio negócio.

Porque, enquanto alguns estão paralisados pela incerteza, outros já estão ajustando preços, revendo modelos tributários, fortalecendo equipes e construindo vantagem competitiva. O mercado não vai esperar você se sentir confortável. A pergunta que 2026 impõe não é se o ambiente está difícil. A pergunta é se a sua empresa está profissional o suficiente para sobreviver a ele.

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