Terça-feira, 26 de maio de 2026
Tubarão
23 °C
15 °C
Fechar [x]
Tubarão
23 °C
15 °C

COLUNISTAS

O maior erro no imposto de renda não está na declaração - está no ano inteiro

24/03/2026 23h04 | Atualizada em 24/03/2026 23h04 | Por: Maurício Dobiez

Existe um ditado popular que diz: “Quem planta vento colhe tempestade”.

No imposto de renda, a lógica é parecida, mas com um detalhe importante: a colheita não acontece no momento da declaração, e sim ao longo de todo o ano.

Muitas pessoas acreditam que o imposto de renda é um evento isolado, que acontece entre março e maio. Reúnem documentos, preenchem informações e torcem para não cair na malha fina..

Mas a verdade é que a declaração é apenas o reflexo de tudo aquilo que foi feito - ou deixado de fazer - durante o ano inteiro.
O maior erro não está em preencher um campo errado.

Está em viver financeiramente sem organização, sem estratégia e, principalmente, sem consciência tributária.

Ao longo do ano, decisões aparentemente simples vão se acumulando.

Um investimento feito sem orientação. Uma movimentação financeira não registrada corretamente.

Uma despesa que poderia ser dedutível, mas não foi documentada. Um rendimento que ficou “esquecido”.

Isoladamente, nada disso parece relevante.

Mas, quando chega o momento da declaração, tudo aparece - e, muitas vezes, acompanhado de imposto a mais para pagar ou risco de inconsistência com a Receita Federal.

Por outro lado, quem enxerga o imposto de renda como parte da gestão financeira toma decisões diferentes.

Organiza seus documentos. Entende quais despesas podem ser deduzidas. E, principalmente, conta com orientação profissional ao longo do ano, não apenas na hora de declarar.

O resultado é claro: menos risco, mais segurança e, em muitos casos, economia de imposto dentro da legalidade. Existe um equívoco comum de acreditar que o contador “resolve” o imposto de renda no momento da entrega. Mas, na prática, o que ele faz é interpretar o que já aconteceu.

Se o ano foi mal conduzido, não existe mágica na declaração que corrija isso.

Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja “como fazer minha declaração?”, mas sim “como estou conduzindo minha vida financeira ao longo do ano?”.

Porque, no fim das contas, o imposto de renda não é sobre formulários. É sobre comportamento.

E quem entende isso deixa de tratar a declaração como uma obrigação anual… e passa a usá-la como uma ferramenta de inteligência financeira.

O lucro que escapa pelos detalhes

10/03/2026 21h55 | Atualizada em 10/03/2026 21h55 | Por: Maurício Dobiez

Existe um ditado popular que diz: de grão em grão, a galinha enche o papo.

No mundo empresarial, a lógica também funciona — mas muitas vezes ao contrário. De pequeno custo em pequeno custo, muitas empresas vão enchendo o prejuízo sem perceber.

Não estou falando apenas de grandes erros estratégicos. Na maioria das vezes, o problema está nos custos invisíveis, aqueles que não aparecem de forma clara nos relatórios ou que simplesmente deixam de ser analisados.

São pequenas decisões diárias que parecem irrelevantes isoladamente, mas que somadas ao longo dos meses, corroem o resultado. Entre os mais comuns, destaco alguns:

- processos ineficientes que fazem a equipe perder tempo;

- retrabalho constante por falta de organização;

- inadimplência sem uma régua de cobrança estruturada;

- falta de controle sobre indicadores básicos do negócio.

O curioso é que muitas empresas se preocupam muito com aumentar o faturamento, mas dedicam pouco tempo para entender onde o lucro está escapando.

E aqui está um ponto importante: crescer faturamento sem gestão pode significar crescer prejuízo. Empresas saudáveis não são apenas aquelas que vendem mais. São aquelas que entendem profundamente seus números.

Elas sabem:

- quanto custa cada processo;

- qual cliente é realmente rentável;

- onde estão os desperdícios;

- e quais decisões impactam diretamente o caixa.

No fim das contas, gestão empresarial é menos sobre “trabalhar mais” e muito mais sobre enxergar melhor.

Porque, quando o empresário passa a olhar os números com atenção, muitas surpresas aparecem.

E quase sempre a maior delas é descobrir que o problema nunca foi vender pouco.

Era simplesmente não saber onde estava perdendo dinheiro.

Queimem os barcos

24/02/2026 22h09 | Atualizada em 24/02/2026 22h09 | Por: Maurício Dobiez

Em 1519, o comandante espanhol Hernán Cortés desembarcou no México com pouco mais de 500 homens para enfrentar um império inteiro.

Antes mesmo da batalha começar, ele percebeu algo mais perigoso do que o inimigo externo: a dúvida dentro do próprio time.

Alguns soldados já pensavam em voltar. Eles tinham um plano B: os navios.

Foi então que Cortés tomou uma decisão radical — mandou inutilizar todas as embarcações. Queimadas, afundadas ou desmontadas, pouco importa. O fato é que não havia mais como recuar.

Sem barcos, só restavam duas opções: avançar ou fracassar ali mesmo. Essa atitude nunca foi sobre coragem. Foi sobre estratégia.

Enquanto existe uma saída confortável, o comprometimento nunca é total. Quando o plano B está disponível, o plano A recebe apenas parte da energia.

E é exatamente isso que vejo todos os dias no mundo empresarial.

Muitos empresários dizem que querem crescer, mas mantêm portas abertas para voltar atrás. Querem resultado, mas não abrem mão da zona de conforto. Falam em expansão, mas seguem operando no modo sobrevivência. Resultado não nasce de motivação. Nasce de comprometimento.

“Queimar os barcos” virou metáfora para assumir decisões sem retorno, cortar alternativas fáceis e parar de negociar com a própria disciplina.

No mundo real, isso significa:

– parar de adiar decisões difíceis

– abandonar projetos que não entregam resultado

– focar no que realmente move o negócio

– executar todos os dias, mesmo quando não dá vontade.

Empresas não quebram por falta de ideias. Quebram por excesso de distração.

Se você quer um próximo nível, precisa escolher um caminho — e sustentar essa escolha.

Enquanto houver barcos ancorados, o avanço será lento.

Mas quando você decide de verdade, elimina o plano B e assume o compromisso com o plano A, algo muda.

A execução acelera. O foco aumenta. Os resultados aparecem.

No fim, a pergunta é simples: você está navegando ou já queimou os barcos?

2026 não é um ano difícil; é um ano revelador

10/02/2026 22h18 | Atualizada em 10/02/2026 22h18 | Por: Maurício Dobiez

É comum ouvir, nas conversas entre empresários, que 2026 começou mais pesado. Custos mais visíveis, margens mais apertadas, fluxo de caixa pressionado e decisões que já não podem mais ser tomadas no improviso. A reforma tributária começou a sair do discurso e entrou na rotina das empresas. O problema não é o cenário. O problema é como muitas empresas entraram nele.

O que antes dava para compensar com volume, hoje exige eficiência. O que antes se resolvia no feeling, agora pede número. O que antes ficava escondido na operação, agora aparece no caixa. E isso está expondo fragilidades que sempre existiram, mas eram maquiadas por crescimento, inflação ou movimento de mercado.

Vejo empresas com faturamento, mercado e bons produtos sofrendo não por falta de cliente, mas por falta de estrutura. Falta planejamento tributário claro, falta controle financeiro confiável, faltam processos definidos e, principalmente, falta estratégia. A reforma tributária não veio para quebrar empresas. Ela veio para separar quem gere de quem improvisa.

É exatamente aqui que entra o planejamento estratégico — não como algo sofisticado ou distante, mas como ferramenta básica de sobrevivência. Planejar agora significa entender impacto tributário, revisar preços, organizar custos, projetar cenários, fortalecer o caixa e alinhar toda a empresa para decisões mais conscientes. Significa parar de reagir e começar a conduzir.

Quem ignora isso vai sentir aos poucos: mais retrabalho, mais desgaste, mais pressão e menos margem. Não é uma quebra repentina. É um cansaço contínuo de quem trabalha muito e avança pouco. É o empresário que vive ocupado, mas não cresce. Que vende, mas não prospera. Que fatura, mas não acumula.

2026 não separa empresas grandes de pequenas. Separa empresas organizadas das improvisadas. E quanto mais o ambiente fica técnico, regulado e competitivo, menos espaço sobra para gestão intuitiva.

Aqui vai a parte mais dura: esperar o cenário “ficar melhor” não é estratégia. É aposta. O empresário que atravessar esse ano sem revisar sua estrutura, sem investir em gestão, sem entender seus números e sem um plano claro para os próximos passos não estará sendo conservador — estará sendo negligente com o próprio negócio.

Porque, enquanto alguns estão paralisados pela incerteza, outros já estão ajustando preços, revendo modelos tributários, fortalecendo equipes e construindo vantagem competitiva. O mercado não vai esperar você se sentir confortável. A pergunta que 2026 impõe não é se o ambiente está difícil. A pergunta é se a sua empresa está profissional o suficiente para sobreviver a ele.

Planejamento sem processos vira discurso

27/01/2026 23h47 | Atualizada em 27/01/2026 23h47 | Por: Maurício Dobiez

Estamos na última semana de janeiro de 2026. Isso significa que o planejamento deixou de ser intenção e passou a ser execução. E é justamente agora que muitas empresas descobrem um problema clássico: planejar sem organizar processos não sustenta resultado.

Um dos primeiros erros que vejo nas empresas é tratar a meta como algo anual, distante, quase abstrato. Meta boa é aquela que vira ritmo. Por isso, quebrar a meta anual em metas semanais — as 52 semanas do ano — transforma planejamento em acompanhamento real. O empresário para de “esperar o ano acabar” para saber se deu certo.

Outro ponto essencial é revisar o plano orçamentário logo no início do ano. Janeiro não é mês de repetir números por inércia. É o momento de alinhar orçamento com a realidade, cortar excessos, ajustar investimentos e garantir que o caixa sustente o crescimento planejado.

Mas planejamento não vive só no papel. Ele precisa ser comunicado. O kick-off com a equipe, mostrando claramente a direção da empresa, é um processo decisivo. 

E aqui entra uma parte que muitos evitam falar, mas que é fundamental: planejamento também é exclusão.

Excluir processos que não funcionam.

Excluir rotinas que só consomem energia.

E, quando necessário, excluir pessoas que não acompanharam a energia, o ritmo e a cultura que 2026 exige.

Rotina também precisa de método. Definir uma rotina clara, organizada e não negociável evita que a empresa funcione no improviso. O que não tem horário, responsável e acompanhamento simplesmente não acontece.

Tudo isso reforça uma verdade simples, mas dura: o CNPJ precisa crescer mais do que o CPF do dono.

Se a empresa depende exclusivamente do esforço pessoal do empresário, o problema não é falta de dedicação — é falta de processo.

2026 já está rodando.

Agora não é mais sobre planejar melhor, é sobre organizar melhor a execução.

Empresas que ajustam seus processos agora ganham clareza, velocidade e resultado. As que não fazem isso passam o ano inteiro apagando incêndios e chamando isso de gestão.

Planejamento sem processo é discurso.

Processo bem definido é o que transforma 2026 em um ano de avanço real.

Notícias de Tubarão (SC) e região | Folha Regional

Avenida Marcolino Martins Cabral, 926, sala 1006, Centro | Edifício EJB | Tubarão (SC) | WhatsApp (48) 9 9905-1638

Notícias de Tubarão (SC) e região | Folha Regional © Todos os direitos reservados.
Portaliza - Plataforma de Jornalismo Digital
WhatsApp

Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Ok, entendi!