Os documentos apreendidos são relativos a processos licitatórios realizados entre os anos de 2017 e 2022
A prefeitura de Capivari de Baixo foi alvo de operação da Polícia Civil deflargada nesta terça-feira, dia 4.
A equipe da 2ª Delegacia de Combate à Corrupção da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DECOR/DEIC) cumpriu mandados de busca e apreensão no prédio central da prefeitura, no arquivo público municipal e na Central de Atendimento ao Cidadão.
Os documentos apreendidos são relativos a processos licitatórios realizados entre os anos de 2017 e 2022.
“A documentação foi prontamente entregue pela Administração Municipal. Assim, reiteramos o compromisso com a transparência e colocamo-nos à disposição para quaisquer esclarecimentos”, afirmou a prefeitura em nota emitida nesta terça.
A operação Dark Shark revelou um suposto esquema de fraude em licitações nos municípios de Tubarão, Jaguaruna, Pescaria Brava e Capivari de Baixo e prendeu seis empresários de Tubarão.
A operação deflagrada nesta terça-feira, dia 4, pela Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da 2ª Delegacia de Combate à Corrupção da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DECOR/DEIC), ainda resultou na apreensão de R$ 7 milhões em cheque e R$ 320 mil em espécie, além de documentos e dispositivos eletrônicos. Os valores apreendidos foram encontrados na casa de dois investigados, um deles em Laguna, segundo a Polícia Civil.
As investigações iniciaram em 2021. De acordo com o delegado Ricardo Kelleter, da 2ª Delegacia de Combate a Corrupção de Tubarão, os empresários eram dedicados a ganhar processos licitatórios para atuar em setores de iluminação pública dos municípios. Com isso, eles fraudariam o caráter competitivo dos procedimentos licitatórios.
“Em cada município ocorria de uma forma. Em Capivari de Baixo, por exemplo, eles valiam de propostas coberturas, com empresas em nome de terceiros, para afastar os demais competidores e saírem vencedores daquele processo”, diz o delegado.
Ao todo, 51 contratos com os municípios de Tubarão, Capivari de Baixo, Pescaria Brava e Jaguaruna foram analisados durante a investigação. Firmados entre 2017 e 2022, eles chegam a aproximadamente R$ 30 milhões.