Tribunal de Contas da União identificou supostas irregularidades em denuncia que embasou operação da PF na qual educador foi preso
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse neste sábado, dia 8, que irá adotar “as providências cabíveis” para apurar possíveis abusos e irregularidades no caso de Luiz Carlos Cancellier, ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Em 2017, o educador de Tubarão foi preso na Operação Ouvidos Moucos, da Polícia Federal (PF). Pouco depois, enquanto respondia em liberdade, foi encontrado morto em shopping de Florianópolis.
“Com base na decisão do TCU sobre as alegações contra o saudoso reitor Luiz Carlos Cancellier, da UFSC, na próxima semana irei adotar as providências cabíveis em face de possíveis abusos e irregularidades na conduta de agentes públicos federais”, escreveu Dino no Twitter.
Na quinta-feira, dia 6, o Tribunal de Contas da União (TCU) julgou improcedente a acusação de superfaturamento na UFSC, um dos pilares da operação Ouvidos Moucos.
A operação Ouvidos Moucos investigou um suposto esquema de repasses que totalizam cerca de R$ 80 milhões, em verbas para o Ensino a Distância (EaD). Segundo a PF, foi identificado que docentes da UFSC, empresários e funcionários de instituições e fundações parceiras teriam atuado para o desvio de bolsas e verbas de custeio por meio de concessão de benefícios a pessoas sem qualquer vínculo com a Universidade.
O reitor foi preso, em 14 de setembro de 2017, na Operação Ouvidos Moucos, acusado de tentar obstruir investigações internas na universidade. Segundo conhecidos, Cancellier passou a depender de tratamento psicológico à base de remédios após a prisão.
A principal suspeita é de que ele tenha se jogado das escadas do sétimo andar do shopping e caído no pátio do prédio. O educador era reitor da UFSC desde março de 2016. Cau morreu em 2 de outubro de 2017.
As informações são do site Metrópoles
::: Saiba mais :::
Luiz Carlos Cancellier, de Tubarão, está entre os finalistas de prêmio nacional de educação