Missa e corte de bolo hoje à noite marcam aniversário de fundação da Colônia Azambuja, berço da colonização italiana na região sul
Willian Reis/Folha Regional Os 146 anos de imigração italiana na região, a partir da implantação da Colônia Azambuja, serão comemorados neste sábado, dia 29, em Pedras Grandes.
A celebração da data histórica inicia às 19h deste sábado com missa na Igreja Matriz, no Centro. Logo em seguida haverá o corte de bolo de aniversário no salão paroquial, ao lado da igreja. Segundo o prefeito Agnaldo Filippi, o bolo tem 14,6 metros, em alusão aos 146 de imigração italiana no sul.
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A história de Azambuja começa em 1877. O governo imperial do Brasil queria implantar uma colônia no sul para explorar o carvão mineral, o petróleo de então. Uma comissão de engenheiros identificou terras devolutas na região, que na verdade já registravam a presença de indígenas nômades, e as escolheu para o que seria a Colônia Azambuja. Faltava a mão de obra.
Mas, para tanto, aquela atividade incipiente exigia mais que a força braçal. Era preciso alguém com experiência suficiente também para a construção de uma cadeia que desse vazão ao produto das minas: ferrovia, pontes, porto, no braço, com quase nenhum maquinário. Foi quando o governo brasileiro deu início ao seu projeto de atrair imigrantes italianos em uma época em que a Itália vivia grave crise econômica.
Os imigrantes que vieram para cá, da região do Vêneto, eram descendentes de uma república que havia sido muito rica. Agora, em nova terra, eles acalentavam este sonho, o de reconstruir o antigo padrão de vida. Azambuja, hoje distrito de Pedras Grandes, foi para a época o centro que irradiou toda a imigração italiana no sul da então província.
Vindos da Europa, a última parada dos colonos por água era o porto de Morrinhos, em Tubarão. De lá, agrupamentos de italianos seguiam a pé floresta adentro, rumo à dura tarefa de explorar a terra e o carvão. A primeira leva chegou à colônia em 28 de abril de 1877, sem nenhuma estrutura, às vésperas do inverno. Nesta data ocorria a fundação da Colônia Azambuja pelo agrimensor Joaquim Vieira Ferreira, a qual foi administrada pelo governo imperial brasileiro.
Agora, 146 anos depois, Azambuja ensaia uma nova retomada, no bojo do asfalto que começa a tomar conta da Rodovia da Imigração e com a réplica da Torre de Pisa, encravada no coração do histórico distrito. O cenário está mudando com a promessa de novos negócios que devem surgir a partir da melhora na infraestrutura local.