Polícia Civil só saiu do Paço Municipal por volta das 16h com documentos físicos e digitais apreendidos
A Polícia Civil permaneceu durante esta terça-feira, dia 4, na prefeitura de Tubarão para cumprir mandados de busca e apreensão referentes à operação Dark Shark.
A operação deflagrada pela 2ª Delegacia de Combate à Corrupção da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DECOR/DEIC) apura fraudes em licitações em Tubarão, Capivari de Baixo, Pescaria Brava e Jaguaruna. Seis empresários de Tubarão foram presos.
No final da tarde, a prefeitura de Tubarão, através da Secretaria de Gestão e do Gabinete do Prefeito, emitiu uma nota oficial.
“Desde o início da manhã, até o meio da tarde desta terça-feira (4), agentes da Polícia Civil de Santa Catarina, promoveram busca e apreensão de documentos em setores da prefeitura. Os documentos físicos e digitais apreendidos referem-se a licitações e contratos que tiveram a participação de empresas específicas. Todas as solicitações dos agentes foram atendidas pelos servidores e gestores da prefeitura, que cumprem assim o seu papel de contribuir de forma transparente nas investigações promovidas”, diz a nota assinada pelo assessor de Assuntos Governamentais e Ouvidoria e Gestor do Departamento de Comunicação, Ramires Sartor Linhares.
A prefeitura esclarece que só pode emitir a nota após a saída dos agentes do Paço Municipal, o que ocorreu por volta das 16h.
A operação Dark Shark revelou um suposto esquema de fraude em licitações nos municípios de Tubarão, Jaguaruna, Pescaria Brava e Capivari de Baixo e prendeu seis empresários de Tubarão.
A operação deflagrada nesta terça-feira, dia 4, pela Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da 2ª Delegacia de Combate à Corrupção da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DECOR/DEIC), ainda resultou na apreensão de R$ 7 milhões em cheque e R$ 320 mil em espécie, além de documentos e dispositivos eletrônicos. Os valores apreendidos foram encontrados na casa de dois investigados, um deles em Laguna, segundo a Polícia Civil.
As investigações iniciaram em 2021.
De acordo com o delegado Ricardo Kelleter, da 2ª Delegacia de Combate a Corrupção de Tubarão, os empresários eram dedicados a ganhar processos licitatórios para atuar em setores de iluminação pública dos municípios. Com isso, eles fraudariam o caráter competitivo dos procedimentos licitatórios.