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COTIDIANO

Senador pede à PGR afastamento de Toffoli da relatoria do caso Banco Master

Alessandro Vieira protocolou representação solicitando que STF declare suspeição do ministro

Brasília, 12/02/2026 18h31 | Atualizada em 13/02/2026 08h10 | Por: Redação Folha Regional
Foto: Agência Brasil

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou nesta quinta-feira (12) uma representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo que o órgão solicite ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspeição do ministro Dias Toffoli na relatoria do inquérito que apura fraudes bilionárias no Banco Master.

Toffoli é o relator do caso na Corte.

Pedido se baseia em relatórios da PF

A representação apresentada pelo parlamentar tem como base relatórios da Polícia Federal que identificaram menções ao ministro em diálogos de investigados.

Segundo o documento, há referências a repasses financeiros destinados à Maridt Participações S.A., empresa da qual Toffoli confirmou ser sócio.

O ministro admitiu que era sócio da empresa que vendeu o resort. Ele também negou amizade ou pagamentos por parte de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e alvo das investigações da Polícia Federal. Toffoli afirmou ainda que a administração da empresa é feita por parentes.

No documento encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, Alessandro Vieira sustenta que o vínculo comercial entre o julgador e o investigado “mitiga de forma intensa” a imparcialidade do processo.

“A justiça não deve apenas ser imparcial, mas deve parecer imparcial perante a sociedade”, afirma o senador na representação.

Decisões do ministro são citadas no pedido

O parlamentar também elenca decisões de Toffoli que considera fora do padrão e que, segundo ele, teriam prejudicado o avanço das investigações. Entre os pontos citados estão:

O lacre e o acautelamento de provas eletrônicas no próprio STF, retirando-as da custódia da Polícia Federal;

A imposição de prazos restritivos que teriam dificultado o trabalho pericial da corporação.

Além da substituição na relatoria, Alessandro Vieira requer que a PGR abra uma investigação específica sobre os pagamentos à Maridt Participações S.A., incluindo a apuração de possíveis crimes de corrupção passiva, prevaricação e obstrução de Justiça.

Próximos passos

Como fiscal da lei, cabe agora ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, avaliar se formaliza a arguição de suspeição junto ao STF.

Caso o pedido seja aceito, o tema será levado ao plenário da Corte, onde os demais ministros decidirão sobre a permanência de Dias Toffoli na condução das investigações relacionadas ao Banco Master.

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