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COTIDIANO

Técnico de Tubarão pede ajuda para levar assistência a pacientes na África

Gabriel Muniz fará uma missão para treinar fisioterapeutas e voluntários na Tanzânia. A ideia é montar uma sala de gesso oficial e para isso precisa de apoio para compra de equipamentos

02/08/2022 19h02

Aos 24 anos, o jovem Gabriel Neves Muniz tem um propósito: compartilhar seu conhecimento de forma voluntária e mudar a vida de centenas de pessoas na África. 

O desejo de contribuir surgiu recentemente ao conhecer uma enfermeira em Tubarão que realizou uma missão na Tanzânia.

Gabriel é técnico de imobilizações ortopédicas. Natural de São Paulo, mora há quatro anos em Tubarão e trabalha no Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC). Há algumas semanas ele atendeu uma enfermeira que também trabalha no HNSC e foi recentemente para a África em uma missão humanitária.

Os relatos da colega de trabalho impactaram o técnico, que resolveu saber mais sobre o assunto. Gabriel entrou em contato com uma instituição chamada Fisioterapeutas sem Fronteiras, que lhe passou as informações de como está a situação na Tanzânia. “Lá a saúde é precária. Eles fazem curativos com folhas, mamão com açúcar, aloe vera, usam o que tem disponível. Na ortopedia, que é a área em que atuo, quase não tem profissionais. Ouvi dizer que quebram gesso com uma serra improvisada, que pode ferir o paciente. É uma situação bem difícil”, explica Gabriel.

Diante do cenário, decidiu que precisava ajudar de alguma forma. Sua meta é ficar cerca de 30 dias na Tanzânia para levar seu conhecimento em imobilizações ortopédicas aos fisioterapeutas e tanzanianos voluntários da ONG. Ele pretende treiná-los e ainda montar uma sala de gesso oficial para tratar a população nativa dos vilarejos e tribos das regiões próximas.

Para isso, o jovem iniciou uma campanha para aquisição dos equipamentos e ferramentas necessárias para instalação dessa sala de gesso. 

Ele quer levar para África duas serras de gesso (R$ 4,2 mil), duas tesouras de lister (R$ 200), um afastador de gesso Henning (R$ 400), além de custear seu visto de trabalho voluntário (R$ 1,4 mil) e manter sua estadia neste período (R$ 3 mil). 

A viagem está marcada para outubro. Gabriel já comprou as passagens e corre contra o tempo para arrecadar recursos e adquirir os equipamentos necessários para cumprir sua missão. “Já paguei as passagens, é um propósito meu, mas preciso de ajuda para comprar esses materiais para levar pra eles e tentar contribuir com aquelas pessoas.”

Quem puder contribuir com a doação dos equipamentos ou ajuda em recursos pode acessar o link da Vakinha ou fazer o depósito via Pix ([email protected])


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