O volante paraguaio Jorge Jiménez, da Chapecoense, voltou para o gramado depois de ser expulso no segundo tempo e agrediu torcedores
O jogador paraguaio Jorge Jiménez, da Chapecoense, foi flagrado agredindo dois torcedores do Avaí após a final do Campeonato Catarinense, neste sábado, dia 22, no gramado da Ressacada.
Um torcedor gravou o momento em que o jogador agride um homem com uma ‘voadora’ pelas costas. A imagem mostra o jogador, que chegou a ser expulsão no banco de reservas durante a confusão da marcação do pênalti para o Avaí, andando, pegando impulso e chutando um torcedor de camisa branca.
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Antes, Jiménez ainda chuta um outro torcedor, se estranha com um dos funcionários que montava o palco da premiação. No vídeo, Jiménez é visto empurrando um torcedor do Avaí com força. Depois, o jogador sai reclamando na direção oposta, quando encontra outro torcedor, de costas para ele, e dá uma voadora direto no pescoço do avaiano. Depois, ainda tenta dar um chute na cabeça do torcedor caído.
A agressão aconteceu após o apito final, quando os torcedores do Avaí invadiram o campo para comemorar o título. Os jogadores do Leão estavam no vestiário neste momento.
Jiménez jogou o primeiro tempo mas foi substituído no intervalo para a entrada de Pedro Martins. Ele foi expulso da partida aos 19 minutos da segunda etapa, quando já estava no banco. O jogador insistiu em ficar no gramado, e o árbitro pediu a entrada do policiamento para gerenciar a situação.
Presidente diz que a Chapecoense foi roubada e ameaça deixar a FCF
A Chapecoense não está nem um pouco satisfeita com a arbitragem da segunda partida da final do Campeonato Catarinense, que terminou com empate em 1 a 1 e deu o título ao Avaí.
Segundo informações da NSC, após o jogo, o presidente do Verdão se pronunciou e, com declarações fortes, expôs a indignação do clube. Alex Passos afirmou que a Chapecoense foi roubada na Ressacada, voltou a questionar as decisões da primeira partida e alegou que o árbitro do segundo jogo, Gustavo Ervino Bauermann, tem problemas com o clube – Gustavo foi atleta da base da Chapecoense, mas acabou dispensado.
“Quando anunciaram esse árbitro, mandei uma mensagem para o presidente da FCF, perguntando como escalam alguém que tem problemas com a Chapecoense. Por ser ruim, ele foi dispensado (Gustavo Bauermann teve passagem pela base da Chape). Como que ele vai ter condições de apitar uma partida da Chapecoense, uma final? A federação não poderia trazer alguém de fora?”, afirmou Alex.
O presidente da Chapecoense também fez fortes críticas a Kléber Lúcio Gil, diretor de arbitragem da FCF, principalmente pela escolha do árbitro para o segundo jogo da final.
“Nós gastamos R$ 7,5 milhões para jogar o Campeonato Catarinense, e vir aqui e ver essa situação! O campeonato ficou maculado. Em Xanxerê nós tivemos um lance absurdo, o cara (zagueiro do Avaí) deu uma manchete dentro da área e o VAR sequer chamou. Se isso não estava preparado para que fosse esse o desfecho (Avaí campeão), não tem o que falar. A pergunta que se faz é a seguinte? Esse cidadão que comanda a arbitragem catarinense vai continuar lá? Esse incompetente? Ele não tem a inteligência de pegar um árbitro de fora? Tinha que trazer esse árbitro que tem esse histórico com a Chapecoense?”, destacou.
Mudança de Federação
Uma das partes mais contundentes do pronunciamento de Alex Passos foi quando ele afirmou que a Chapecoense vai estudar uma mudança de federação. O presidente destacou que o clube pode se filiar ao Rio Grande do Sul ou ao Paraná, e voltou a afirmar que a Chapecoense foi roubada na final.
“A Chapecoense não foi prejudicada, foi roubada. Durante essa roubalheira, essa situação, nós chamamos o nosso jurídico para saber se poderíamos tirar o time de campo. Não dá, pois corremos o risco de perder a vaga na Copa do Brasil. Então optamos por continuar com essa pataquada (sic) que foi essa decisão, mas a partir de segunda-feira (24) vamos fazer um estudo em Chapecó para saber se podemos mudar de federação”, frisou.
“Ir para Curitiba ou Porto Alegre é mais perto do que vir pra Florianópolis. E se eu jogar qualquer jogo pela federação gaúcha ou paranaense, eu ganho dez vezes mais do que eu recebo jogando pelo Campeonato Catarinense. Ganhar e perder faz parte do futebol, o Avaí não tem nada com isso. Agora a Chapecoense ser prejudicada nesse nível absurdo lá em Xanxerê e aqui, nós vamos buscar as nossas alternativas”, finalizou o presidente. Com informações de NSC.