Alison Carvalho Saldívia, de 19 anos, passará pelo procedimento inédito nesta quinta
Foto: Divulgação Um marco na medicina catarinense acontece nesta quinta-feira (5). O jovem Alison Carvalho Saldívia, de 19 anos, morador de Balneário Gaivota, será o primeiro paciente de Santa Catarina a receber a aplicação de polilaminina.
O tratamento é uma terapia experimental promissora voltada para a recuperação de lesões graves na medula espinhal.
O procedimento será realizado no Hospital Dom Joaquim, em Sombrio, e representa uma nova esperança para o jovem, que perdeu os movimentos dos membros superiores e inferiores após um acidente no início do ano.
No dia 11 de janeiro de 2026, Alison sofreu um trauma raquimedular após mergulhar em águas rasas na praia. O impacto causou uma lesão na região cervical da coluna, especificamente na vértebra C5. Desde então, ele vive sob cuidados intensos e reabilitação constante.
A lesão na altura da C5 é considerada grave, pois interrompe a comunicação nervosa entre o cérebro e o restante do corpo, resultando em tetraplegia. Diante do quadro, a equipe médica buscou alternativas na vanguarda da pesquisa científica.
A polilaminina é uma proteína em fase de estudos que tem apresentado resultados animadores em testes laboratoriais e casos isolados, auxiliando na possível regeneração ou proteção de tecidos nervosos.
Como a substância ainda não está disponível comercialmente, o tratamento foi viabilizado através da modalidade de uso compassivo. Este recurso legal permite que pacientes com condições graves e sem alternativas terapêuticas satisfatórias tenham acesso a drogas experimentais, desde que aprovadas pela Anvisa.
A aplicação está cercada de protocolos de segurança e deve seguir o seguinte cronograma:
Local: Bloco cirúrgico do Hospital Dom Joaquim.
Duração: aproximadamente 30 minutos.
Técnica: aplicação direta da proteína na medula espinhal.
Risco: considerado baixo pela equipe médica responsável.
Embora os médicos mantenham a cautela por se tratar de um estudo clínico, a expectativa da família e dos especialistas é positiva. Qualquer ganho de sensibilidade ou retorno de movimentos mínimos já será considerado um avanço extraordinário.
Além do benefício direto a Alison, o sucesso deste caso pode pavimentar o caminho para novos protocolos de tratamento para pacientes com tetraplegia em todo o Brasil, oferecendo uma luz onde os prognósticos costumam ser limitados.
Com informações de HN Notícias