Mário Motta (PSD) cobrou melhorias após desvio de voo e apontou que terminal opera com limitações técnicas
Foto: Alesc A situação operacional do Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna, foi levada à tribuna da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) na manhã desta terça-feira (12).
Durante a sessão ordinária, o deputado estadual Mário Motta (PSD) chamou a atenção para fragilidades estruturais que estariam prejudicando a conectividade aérea do Sul do estado, reforçando a necessidade de melhorias tecnológicas urgentes para garantir a regularidade das operações no terminal.
O parlamentar utilizou como base um episódio ocorrido no último dia 2 de maio, quando um voo comercial precisou arremeter e ser desviado para Florianópolis devido às condições climáticas adversas.
Segundo Motta, o incidente evidenciou um problema técnico antigo e amplamente conhecido: a ausência de sistemas de aproximação por instrumentos em ambas as cabeceiras da pista.
Atualmente, o aeroporto de Jaguaruna conta com esse suporte tecnológico em apenas um dos lados, o que reduz drasticamente as opções de pouso em dias de baixa visibilidade ou ventos desfavoráveis.
Ainda em seu pronunciamento, o deputado ressaltou que a manobra realizada pelo piloto foi correta e essencial para preservar a segurança de todos a bordo, mas ponderou que o foco da discussão não deve ser a operacionalidade da aeronave, e sim a carência de investimentos no solo.
Ele argumentou que, em uma região com características meteorológicas tão variáveis como o Sul catarinense, a instalação de sistemas de aproximação modernos é um requisito básico para que o aeroporto ofereça confiabilidade às companhias aéreas e aos passageiros.
O debate na Alesc também abordou o papel estratégico do Aeroporto Humberto Ghizzo Bortoluzzi para o crescimento econômico regional.
Mário Motta defendeu que o terminal seja tratado como uma infraestrutura vital para o desenvolvimento do Sul catarinense, alertando que a manutenção de limitações estruturais trava o potencial turístico e empresarial das cidades vizinhas. Para o parlamentar, a insegurança operacional afasta novos investimentos e gera transtornos constantes para quem depende do transporte aéreo para negócios ou lazer. Ao encerrar sua participação, o deputado formalizou um apelo ao governo estadual, à empresa concessionária responsável pela administração do terminal e aos órgãos federais ligados à aviação civil.