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JAGUARUNA (SC)

Jaguaruna planeja desapropriar terreno para resolver falta de vagas em cemitério

Município aposta em ampliação e construção de gavetários para resolver superlotação

Jaguaruna, 05/03/2026 18h07 | Por: Redação Folha Regional
Foto: Rádio H²O

A novela da falta de vagas nos cemitérios de Jaguaruna poderá ter encaminhamentos ainda em 2026. Em entrevista à rádio H²O FM nesta quinta-feira (5), o vice-prefeito Henrique Fontana (Podemos) confirmou que a administração municipal decidiu pela desapropriação de um terreno vizinho ao Cemitério Público Municipal. A medida é a aposta do governo para solucionar um problema que se arrasta há anos e que já resultou em notificações do Ministério Público.

Segundo Fontana, a prefeitura tentou uma "compra amigável", mas o valor pedido pelo proprietário estava acima das avaliações de mercado. "Vamos ter que fazer da forma que a gente acha melhor. O prefeito Laerte já deu o aval e não há travas. Queremos dar esse passo enorme ainda em 2026", afirmou o vice-prefeito.

Projetos de ossários e gavetários

Além da ampliação da área física, o plano da prefeitura inclui a modernização do espaço com foco na otimização. O projeto prevê a construção de gavetários, que são estruturas verticais para sepultamento, e ossários, espaços destinados ao armazenamento de restos mortais após a exumação, liberando vagas nos túmulos tradicionais.

A intenção é apresentar o formato técnico aos empresários e à comunidade assim que o projeto for oficialmente lançado. Segundo Fontana, a meta da gestão é entregar o sistema completamente regularizado até 2028.

Problema histórico 

A urgência na solução não é apenas administrativa, mas humanitária e de segurança pública. Conforme revelado em matéria da Folha Regional, o Cemitério Municipal de Jaguaruna enfrenta condições críticas, com risco de desabamento em pelo menos 30 capelas, que estão comprometidas devido a problemas de drenagem e erosão, além de muros caídos, matagal e restos de caixões expostos, que se tornaram alvo de denúncias frequentes.

Outra questão levantada é a superlotação, com famílias que não possuem túmulos próprios enfrentando dificuldades extremas para realizar sepultamentos.

Notificação do MPSC

A movimentação da prefeitura ocorre após uma notificação do Ministério Público (MPSC). Em 2020, o município assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para sanar irregularidades ambientais e sanitárias, que nunca foram totalmente resolvidas.

Em agosto de 2023, o descumprimento do acordo levou a Promotoria de Justiça a ingressar com uma ação solicitando o pagamento de uma multa que hoje ultrapassa os R$ 2,39 milhões. A regularização ambiental e a obtenção de alvarás sanitários - exigências do TAC - seguem como pendências cruciais que a prefeitura espera resolver com a nova área desapropriada.

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Confira a entrevista completa

 

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