Programação na Paróquia Nossa Senhora das Dores terá três dias de missas, cortejos imperiais e shows
Foto: Pascom Jaguaruna Entre os dias 22 e 24 de maio, a Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Jaguaruna, realiza um dos eventos religiosos mais antigos e tradicionais do Sul do estado: a Festa em Honra ao Divino Espírito Santo.
Em sua 126ª edição, as festividades unem a devoção litúrgica a manifestações culturais herdadas da colonização, congregando famílias de diferentes municípios da região para celebrar os dons da terceira pessoa da Santíssima Trindade.
A programação festiva em Jaguaruna começa nesta sexta-feira (22), às 19h30, com a Santa Missa presidida pelo Padre Willian de Jesus. Logo após o ato litúrgico, o público poderá aproveitar a abertura das tradicionais barraquinhas com gastronomia típica e o show "Cantando a Vida com os Padres", que reunirá no palco os padres Mateus Réus e Eduardo Felizardo.
No sábado (23), o tom solene da tradição toma as ruas centrais com o primeiro cortejo imperial, que sairá às 18h30 do prédio da contabilidade Diferencial em direção à igreja matriz. A missa das 19h será presidida pelo Padre Antônio Vander. Na sequência, o pátio festivo recebe a Caravana Som da Viola, sob o comando do apresentador Adriano Marçal.
O domingo (24), dia principal da festa, inicia cedo com um novo cortejo imperial às 9h. Às 9h30, o pároco de Jaguaruna, Padre Pedro de Biasi, presidirá a missa solene, momento em que serão apresentados oficialmente os novos casais festeiros que assumirão a organização da edição de 2027. Ao meio-dia, o salão paroquial sediará o tradicional almoço festivo acompanhado pelo leilão de animais.
A reta final do evento ocorre na tarde de domingo, com o cortejo conduzido pelos novos festeiros às 16h30, servindo de introdução para a Missa de Encerramento, às 17h, presidida pelo Padre Antônio Henkemeier. A noite festiva termina com atividades infantis comandadas pelo Palhaço Pipoca e o sorteio do bingo paroquial a partir das 19h.
A celebração ao Divino Espírito Santo carrega uma rica bagagem histórica que remonta a Portugal do século XIV, instituída oficialmente em 1321 sob a proteção da Rainha Santa Isabel. Conforme os registros da Igreja, a soberana suplicou pela pacificação familiar para evitar um conflito armado entre seu esposo, o rei D. Dinis, e seu filho, D. Afonso, pela herança do trono.
Com o milagre da pacificação, a rainha prometeu peregrinar com uma cópia da coroa encimada por uma pomba - símbolo do Espírito Santo -, arrecadando donativos para os necessitados e instituindo banquetes coletivos. Celebrada cinquenta dias após a Páscoa, durante a solenidade de Pentecostes, a devoção espalhou-se pelo arquipélago dos Açores e, posteriormente, foi trazida pelos imigrantes açorianos ao litoral de Santa Catarina, tornando-se um pilar da identidade católica local.