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SEGURANÇA

Acusados de matar e enterrar jovem em praia de Imbituba vão a júri em agosto

Polícia Civil localizou o corpo da paranaense Amanda Albach em 3 de dezembro de 2021; além do assassinato, suspeitos respondem por cárcere privado, tortura e ocultação de cadáver

27/07/2023 08h18 | Atualizada em 27/07/2023 19h46 | Por: Redação Folha Regional

Três acusados pelo assassinato de Amanda Albach, 21 anos, encontrada morta em 3 de dezembro de 2021 na praia de Itapirubá, em Imbituba, vão a júri popular no dia 16 de agosto, a partir das 9h, conforme determinação do juiz João Bastos Nazareno da 2° Vara Criminal da Comarca de Imbituba.

Os três são acusados de homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, cárcere privado, ocultação de cadáver e tortura.

A expectativa do advogado de defesa da família da vítima, é que o caso seja resolvido quanto as trâmites legais de julgamento. “Agora só aguardar o julgamento para que a família possa ver a justiça que tanto esperou. Foi um caso muito emblemático que causou muita dor e sofrimento à família não só pela morte, mas também pela ocultação do corpo”, explica o advogado Michael Pinheiro ao site ND Mais.

De acordo com a denúncia do MP, os três teriam matado a jovem natural do Paraná por acreditarem que ela fazia parte de um plano, orquestrado por uma facção criminosa ligada ao tráfico de drogas, para executá-los.

As investigações reuniram provas da autoria e das circunstâncias dos crimes que indicariam a participação dos três na tortura, no cárcere privado, no assassinato de Amanda e na ocultação do cadáver dela.

A apuração aponta que a vítima teria viajado do Paraná, onde morava, para passar o feriado de 15 de novembro de 2021 na casa em que a acusada, que era amiga dela, morava com o companheiro e o cunhado.

No dia 14 de novembro, Amanda e os suspeitos foram a uma festa em Florianópolis. Ao retornarem para Laguna, já no dia 15, os três mantiveram a vítima presa na casa, pois passaram a desconfiar que Amanda teria envolvimento com uma facção criminosa e participaria de uma emboscada contra eles.

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Entre as 11h e as 19h, além de mantê-la encarcerada, os três a teriam mantido sob a ameaça de uma arma de fogo e infringido intensa tortura mental para que ela falasse sobre a suposta armadilha.

A jovem teria sido torturada por cerca de oito horas. Os dois homens e a mulher teriam amordaçado a vítima e a levado até a praia de Itapirubá do Norte, em Imbituba, onde ela foi morta com um tiro na cabeça. O corpo foi enterrado no local da execução, em uma cova cavada na areia da praia. Amanda deixou uma filha de 3 anos.
 

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