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SEGURANÇA

PM de Jaguaruna encaminha caso de morte de cão ao Ministério Público

Cão da raça pitbull atacou e matou outro cachorro na praia de Garopaba do Sul no fim de semana. O caso provocou indignação de moradores e defensores da causa animal

13/09/2022 18h51

A Polícia Militar de Jaguaruna acompanha o caso de um ataque e morte de um cachorro vira-lata provocado por um cachorro da raça pitbull, que circulava na praia de Garopaba do Sul, no último domingo, dia 11. 

Um vídeo que mostra o momento em que os tutores do pitbull tiram o cão vira-lata morto da boca do animal circula pelas redes sociais e provoca indignação de moradores e defensores da causa animal. Depoimentos contra o ataque ganham repercussão regional.

De acordo com o comandante do 4º Pelotão da 2ª Companhia da Polícia Militar de Jaguaruna, 1º Tenente PM Douglas Tadros Rodrigues de Freitas, a guarnição da PM foi acionada para atender a ocorrência após receber a informação de que três cachorros da raça pitbull teriam atacado e matado outro animal de pequeno porte.

Conforme o comandante, segundo relatos, os donos dos pitbulls não agiram no sentido de impedir o ataque. Os animais estavam sem focinheira e sem coleira. Um boletim de ocorrência foi registrado a pedido dos donos do animal morto e o caso está sendo investigados pelos órgãos competentes e foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).


Os responsáveis pelos cães que atacaram o outro animal não foram identificados. “Como no momento os autores não foram identificados, a PM reuniu o máximo de informações e repassou para o Ministério Público e outros órgãos do município. No domingo, quando a guarnição chegou, os animais não estavam mais no local”, explica.

Ele ressalta que no Estado há pelo menos três leis vigentes que tratam sobre a obrigatoriedade do uso de focinheira em cães da raça pitbull em locais públicos em que haja circulação e concentração de pessoas, tais como ruas, praças, jardins e parques públicos, bem como nas proximidades de hospitais, ambulatórios e unidades de ensino público e particular.

A lei mais antiga no Estado é de 1999 e determina que a circulação de cães da raça pitbull será permitida desde que conduzidos por maiores de 18 anos por meio de guias com enforcador e focinheira próprios para a tipologia de cada animal. O comandante orienta que caso flagre esse tipo de situação, a Polícia Militar deve ser acionada. “O Estado de SC proíbe a circulação de cães desta raça sem focinheira e enforcador em locais públicos. A PM é a única instituição que atua 24 horas ostensivamente devendo ser acionada o mais rápido possível através do 190 ou do aplicativo PMSC.”

Animal morto estava há 7 anos com a família

“Pela manhã, eu e minha tia resolvemos caminhar pela praia, fomos em três e voltamos em duas. A dor que existe no coração não tem preço, não tem dinheiro que pague e muito menos outro cachorro que substitua o nosso pequeno”, lamenta a tutora de Branco, cão vira-lata que foi atacado e morto por um outro cão, da raça pitbull, no domingo, dia 11, na praia de Garopaba do Sul, em Jaguaruna.

A dona do cão que foi vítima do ataque não quer ser identificada. Ela relatou à reportagem da Folha Regional que caminhava pela beira-mar acompanhada de sua tia e do seu cão, que estava com a família havia sete anos, quando parou e se ajoelhou para fazer umas fotos. De repente, um cachorro da raça pitbull se aproximou e mordeu o seu cachorro. Com medo, ela e a tia correram até conseguir área para fazer uma ligação e pedir ajuda ao seu pai para tentar apartar a briga entre os cães.
Ao retornar, constatou que seu cachorro havia sido atacado pelo pitbull, que estava acompanhado de outros dois cães da mesma raça, soltos, sem focinheira. Um casal, dono dos pitbulls, foi visto retirando o cachorro da boca do pitbull e o enterrando.

A dona do cão vítima de ataque questionou os tutores sobre a situação. “Quando nos encontramos, e falamos do ocorrido, ele fez o seguinte questionamento: Me perdoa, vocês querem outro cachorro? Não queremos outro cachorro, o nosso pequeno não é e nunca será substituível. Ele teve que partir, e não pude fazer nada para que não ocorresse, mas de uma coisa tenha certeza, iremos lutar para que os responsáveis sejam punidos. Não podemos ficar calados, o silêncio mantém a perpetuação de casos como esse”, diz a dona de Branco.

Ela conta que a mãe de seu cão foi vítima de envenenamento e a família o criou desde recém-nascido. “O nosso hoje anjo da guarda estava conosco há sete anos, foi amamentado por nós com mamadeira”, lamenta.

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Cão da raça pitbull ataca e mata outro cachorro em praia de Jaguaruna  



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