O corpo da vítima foi encontrado em estado de decomposição, enrolado em uma lona com perfurações no abdômen e nas costas em abril deste ano no Distrito de Morro Grande
A Delegacia de Polícia Civil de Sangão concluiu nessa última semana o inquérito policial que apura a morte da jovem Juliana Regina Vaz de Souza, de 35 anos, e prendeu as três pessoas suspeitas de serem as responsáveis pela morte da vítima.
Segundo investigações, o corpo foi encontrado no dia 7 de abril deste ano por um operador de máquinas nas imediações da Vila Santina, no Distrito de Morro Grande, onde trabalhava em uma obra.
Os policiais foram acionados e confirmaram que tratava-se de um corpo de uma mulher já em avançado estado de decomposição, nu, enrolado em lona plástica, lençóis e cobertores com perfurações pelo abdômen e nas costas.

De imediato, começaram as diligências para tentar identificar, já que os policiais estavam investigando o desaparecimento de uma mulher.
Com os trabalhos do Instituto de Criminalista e Instituto Médico Legal - IML de Tubarão, confirmou-se que o corpo era da mulher desaparecida.
Segundo os peritos da Polícia Científica, o corpo estava abandonado no local há aproximadamente 30 dias.
Devido ao lapso temporal, os agentes estavam com dificuldades de encontrar imagens na região e testemunhas que pudessem ajudar nas investigações. Outro fator que ainda dificultava o trabalho era o fato da vítima estar morando há poucos meses na cidade e de ter poucos laços familiares e de amizade.
As investigações da Polícia Civil conseguiram demonstrar em um robusto caderno investigativo que, a vítima que era usuária de drogas ilícitas e álcool, e acabou se envolvendo com traficantes da cidade. Segundo a investigação, a mulher se relacionou com traficantes e teria furtado drogas desses indivíduos.
Conforme a Polícia Civil, Juliana foi brutalmente morta a facadas dentro de uma casa a pouco mais de 100 metros onde o corpo foi encontrado.
Após a conclusão do inquérito, três pessoas, uma mulher e dois homens, já conhecidos no meio policial, tiveram suas prisões temporárias decretadas, conforme requisição da Polícia Civil.