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SEGURANÇA

Professor suspeito de maus-tratos a alunos segue afastado de escola em Jaguaruna

Um inquérito foi instaurado pela 1ª Promotoria de Justiça para apurar os fatos. Segundo relato de mães, o professor dava beliscões nas crianças e teria prendido a mão de um aluno com fita

21/09/2022 14h30

Um inquérito civil foi instaurado pela 1ª Promotoria de Justiça de Jaguaruna há alguns meses para apurar suposto caso de maus-tratos na E.E.B. Campos Verdes, localizada no Balneário Campo Bom. De acordo com relatos, alunos da 4ª série teriam sido vítimas de maus-tratos durante as aulas de um professor contratado pelo Estado.

Um grupo de pais registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil no mês de julho, alegando que seus filhos foram vítimas de maus-tratos durante as aulas. Segundo relatado no boletim de ocorrência, uma das mães afirmou que seu filho começou a apresentar comportamento diferente, com reações de medo.

Dias depois veio à tona o relato de que o professor teria prendido a mão da criança de 7 anos com fita adesiva e que costumava dar beliscões na nuca, ombros, braços e a bater com a mão fechada na cabeça do aluno. Conforme o relato, o professor também agia de modo ríspido.

Outro relato de uma mãe afirma que o professor teria passado um bico no lixo e tentado colocá-lo na boca de uma das alunas.

Folha Regional também recebeu depoimentos de algumas mães. Seus nomes serão preservados para não expor as crianças envolvidas no caso. 

“A minha filha chegou em casa se queixando de que o professor estaria fazendo ‘brincadeiras’ na sala. Ela disse que ele levou um bico, passou no lixo, cuspiu, passou no quadro e tentou colocar na boca dela. Ela tampou a boca com o braço, e ele tentou forçar. Ela também contou que ele dava beliscões e gritava para ela calar a boca. São coisas que a gente como mãe não aceita. Minha filha ficou com medo de voltar pra escola”, explica a mãe de uma aluna de 9 anos.

Outra mãe relatou que seu filho ficou quase uma semana sem ir para a escola após passar por supostos maus-tratos. “Meu menino ficou mais de uma semana sem ir para escola. Depois que o professor foi afastado, ele até progrediu no ensino.”

Os fatos foram levados pelos pais à direção da escola e para a Coordenadoria Regional de Educação (CRE), que afastou o professor por dois meses. De acordo com o delegado de Polícia da Comarca de Jaguaruna, Lucas de Sá Rezende, um procedimento foi instaurado para a apuração do suposto crime de maus-tratos. “Como o caso envolve crianças, elas só podem ser ouvidas judicialmente em depoimento especial. Então estamos aguardando essas oitivas pelo Judiciário para darmos prosseguimento ao caso”, afirma.

Retorno

Nesta semana o professor suspeito de maus-tratos aos alunos retornou à escola após conclusão do período de afastamento de 60 dias determinado pela CRE. De acordo com as mães envolvidas, as crianças ficaram assustadas ao se depararem com a presença do professor novamente em sala, principalmente pelo fato de alguns alunos terem sido ouvidos em audiência feita por chamada de vídeo.

Conforme as mães, o professor teria participado da audiência instaurada pela Comissão de Processo Administrativo Disciplinar da Secretaria de Estado da Educação e acompanhou o depoimento dos alunos. 

“A minha indignação é de que o meu menino foi ouvido na mesma chamada de vídeo com o professor presente, e agora, sem explicação, botaram o professor em sala de volta”, diz a mãe de um dos alunos chamados para prestar depoimento em audiência virtual.

“Ele tinha sido afastado por 60 dias, e nesta segunda-feira minha filha deu de cara com ele na sala de aula. Ela chegou em casa assustada. Ela só tem 9 anos, isso é revoltante”, diz outra mãe.

De acordo com a coordenadora da CRE, Maricelma Simiano Jung, o professor suspeito dos maus-tratos se apresentou na escola no início desta semana porque o período de afastamento havia terminado. Conforme a coordenadora, o professor continuará afastado por mais um período enquanto o caso é investigado pelas autoridades. “Ele está em processo de afastamento, e um novo profissional foi contratado para ministrar as aulas”, afirma.

O caso segue em investigação.

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