Foi registrado um boletim de ocorrência. Associação Catarinense de Imprensa emitiu nota de repúdio
Um repórter foi hostilizado nesta quinta-feira, dia 17, enquanto fazia a cobertura das manifestações contrárias ao resultado das eleições presidenciais em frente à 3ª Cia de Infantaria Motorizada em Tubarão.
Eduardo Fogaça, da Rádio Cidade Tubarão, estava no local transmitindo imagens ao vivo quando foi abordado por dois manifestantes que interromperam a cobertura fazendo ameaças e tentando intimidá-lo. Um dos manifestantes chegou a colocar a mão na câmera que capturava as imagens interrompendo a transmissão.
De acordo com a nota emitida pela Rádio Cidade, “o profissional foi obrigado a encerrar a transmissão e ameaçado de agressão física caso não "apagasse" as imagens feitas durante a cobertura. Ele também foi seguido por manifestantes até deixar o local. Eduardo também foi fotografado para ser reconhecido caso volte para outra intervenção.”
Ao tomar conhecimento do caso, a Associação Catarinense de Imprensa (ACI) emitiu nota de repúdio, ressaltando a importância do trabalho da imprensa livre em uma sociedade democrática. Um boletim de ocorrência foi registrado e o Ministério Público foi acionado.
“A Associação Catarinense de Imprensa (ACI) – Casa do Jornalista repudia as agressões cometidas contra o repórter Eduardo Fogaça, da Rádio Cidade Tubarão, na tarde desta quinta-feira. A ACI considera inaceitável que, sob o pretexto de discordar do resultado das eleições, cidadãos se valham de atitudes selvagens, incompatíveis com a postura que se espera de cidadãos de bem, para agredir trabalhadores e tentar cercear a liberdade de imprensa. Após registro do boletim de ocorrência, os fatos também foram relatados ao Ministério Público Estadual para providências. ACI e MPSC mantém desde antes das eleições uma parceria visando à proteção de jornalistas no exercício profissional”, diz a nota.