Quando o grupo de segurança entrou no local da abordagem, uma casa, o médico estava esperando armado
Fotos: MP Um médico investigado por atestados falsos para obtenção de prisão domiciliar a detentos atirou contra um dos policiais militares presentes na operação “Efeito Colateral”, deflagrada pelo Gaeco, nesta terça-feira (5).
O policial atingido integra o Pelotão de Patrulhamento Tático do 12º Batalhão da Polícia Militar, em Balneário Camboriú. Ele foi baleado na perna, levado para o hospital e não corre risco de morte.
Quando o grupo de segurança entrou no local da abordagem, uma casa, o médico estava esperando armado. Ele teria ouvido os policias chegando e aguardado para efetuar o tiro.
A investigação aponta que o médico preso atuaria em conluio com uma advogada para a emissão de atestados ideologicamente falsos, simulando comorbidades graves inexistentes visandofundamentar pedidos de liberdade ou prisão domiciliar. Os documentos eram utilizados em processos envolvendo detentos do Complexo Penitenciário de Itajaí.
De acordo com o Gaeco, os beneficiados pelo esquema seriam, em sua maioria, lideranças criminosas que, uma vez fora do sistema prisional, frequentemente descumprem as medidas impostas pela Justiça, rompem tornozeleiras eletrônicas e passam à condição de foragidos. Também são alvos da operação pessoas que obtiveram o benefício e não cumpriram as regras estabelecidas.