A operação ocorre nesta sexta-feira após um ano de investigações que evidenciaram o tráfico de drogas na localidade da Malvina
Uma operação denominada Cartada Final movimenta o município de Laguna na manhã desta sexta-feira, dia 26. A ação deflagrada pela Polícia Civil por intermédio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Laguna tem o objetivo de realizar o cumprimento de 22 ordens judiciais, consistentes em cinco mandados de prisão preventiva; sete mandados de busca e apreensão; quatro mandados de sequestro; dois mandados de alienação antecipada; três mandados de afastamento de sigilo bancário e fiscal e um mandado de bloqueio de conta bancária.
De acordo com informações do delegado Bruno Fernandes, coordenador das investigações, a operação que está sendo realizada por policiais civis (DIC, DPCo, NOC de Criciúma e SAER) em conjunto com a Polícia Militar do município (Pelotão de Patrulhamento Tático, Agência de Inteligência e Canil Setorial), é fruto de aproximadamente um ano de investigações, as quais evidenciaram uma sólida e sofisticada associação criminosa voltada à prática do comércio de drogas na localidade da Malvina, em Laguna.
No curso desses quase 12 meses, angariou-se e apreendeu-se diversos tipos de droga, dentre os quais se destaca crack, maconha e cocaína, assim como munições de variado calibre.
“As diligências hoje realizadas visam então não só o cumprimento das prisões dos membros da associação criminosa formada, como também a completa asfixia financeira do líder desse grupo criminoso, que se valia de diversos adolescentes para a realização do escancarado comércio de drogas. Para isso, o juízo da comarca de Laguna, após representação policial e manifestação favorável do Ministério Público, determinou o bloqueio de sua conta, assim como o sequestro de dois imóveis de sua propriedade – avaliados em mais de R$ 1.000.000,00, e de dois veículos automotores, avaliados em quase R$100.000,00, tudo com o claro objetivo de desestimular jovens de Laguna que queiram trilhar os mesmos caminhos percorridos por esse investigado, demonstrando-se então que o crime não compensa e nunca compensará”, explica o delegado.
As investigações serão finalizadas nos próximos 30 dias.