O suplente de deputado estadual Cleiton Fossá (MDB) vai continuar à frente da Secretaria do Meio Ambiente e da Economia Verde do governo Jorginho Mello. O governador chamou Fossá para uma conversa e o convenceu a permanecer no cargo, mesmo que a decisão do partido seja pelo desembarque. Fossá irá repensar inclusive a candidatura a deputado estadual em 2026.
Amin encurralado
Esperidião Amin (UP) está encurralado desde que Carol De Toni anunciou a desfiliação do PL após ter sido pressionada por Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL, que, num acordão com os líderes da Federação União Progressista, Antonio Rueda e Ciro Nogueira, colocou na balança a sua cabeça. De Toni anunciou sua mudança de partido, provavelmente migrando para o Novo, e com isso saindo do controle de Valdemar. Ela deixa assim Amin encurralado e tendo que disputar a vaga ao Senado com Carol e Carlos Bolsonaro (PL), estando Amin com Jorginho (PL) ou com João Rodrigues (PSD).
Amin encurralado II
Ocorre que, em todas as pesquisas e em todos os cenários, Carol De Toni lidera seguida de perto por Carlos Bolsonaro, deixando Amin na terceira posição com pouco mais de 15% das intenções de voto. Isso significa que, mantida a candidatura da deputada, independente de qual partido ela esteja, Amin tende a encerrar sua carreira política com uma derrota. E a culpa? É de Carol? Não, a importação do ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro é que está provocando todo esse desgaste entre o UP e o governador Jorginho Mello.
Julgamento de Seif
A eventual cassação do mandato do atual senador por Santa Catarina, Jorge Seif, pode alterar consideravelmente a eleição no Estado. Num primeiro cenário, se a decisão da corte, em caso de cassação, for para a posse do segundo colocado, o ex-governador Raimundo Colombo (PSD) assumirá o Senado com o discurso de que sua eleição em 2022 foi, digamos, surrupiada pelo uso do poder econômico. Isso poderá afetar indiretamente a chapa do governador Jorginho Mello em 2026, fazendo o eleitor raciocinar um pouco mais fora da bolha bolsonarista. Além disso, o PSD de João Rodrigues irá turbinar a eleição com um senador no palanque e muito discurso. Por outro lado, num cenário de cassação e convocação de nova eleição, abre-se para o governador Jorginho a solução de todos os problemas: emplaca agora na eleição suplementar Carol de Toni e fecha com o UP para dobradinha na eleição de outubro, com Carlos Bolsonaro e Amin. Ao que parece, Kassab e Jorginho hoje estão com as energias na mesma direção.
Laerte fica
Após anunciar que estaria avaliando uma possível candidatura a estadual pelo Podemos, estimulado pela deputada Paulinha, presidente estadual do partido, o prefeito Laerte Silva, de Jaguaruna, dá indicativos de que, ao menos agora, não irá renunciar à prefeitura para seu vice Henrique Fontana (Podemos). Isso porque Laerte se afastou da prefeitura na última semana, por 30 dias, para curtir merecidas férias. Com isso deve retornar no início de março sem a expectativa de renúncia em 4 de abril - prazo final para desincompatibilização. Pois se assim o fizesse, não haveria por que tirar férias neste momento. Além do que, Laerte não tem feito agenda de pré-candidato na região.
César Damiani
Após consagradora vitória em 2024 nas eleições municipais de Jaguaruna, onde estiveram coligados Podemos e Novo, ao que tudo indica o staff do governo Laerte/Henrique e a bancada do Podemos na Câmara não estão mobilizados para apoiar a candidatura a deputado estadual do vereador César Damiani (Novo). Camilo Martins (Podemos), Lucas Neves (Podemos/futuro PL) e Jair Miotto (UP) deverão ser os nomes do grupo político de Laerte e Henrique nas eleições de outubro. A eleição de Damiani para a Alesc pode ser de suma importância para que Jaguaruna se consagre como polo logístico e de turismo na região da Amurel.

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