A avaliação preliminar realizada em campo indica que a causa provável está associada à proliferação acentuada de algas na lagoa.
Fotos: Divulgação Amostras biológicas foram coletadas na Lagoa do Meio, na Praia do Rosa, em Imbituba, com o objetivo de esclarecer as possíveis causas da morte de centenas de peixes no local. A vistoria técnica foi realizada pela Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca e Vigilância Sanitária.
O material seria encaminhado à Cidasc, que faria análises laboratoriais. No entanto, devido a questões relacionadas ao armazenamento do material, como a intensa liberação de odor, não foi possível manter as amostras coletadas e o descarte foi necessário.
A avaliação preliminar realizada em campo indica que a causa provável da mortandade está associada à proliferação acentuada de algas na lagoa. O fenômeno pode provocar alterações significativas nas condições físico-químicas da água, como redução do oxigênio dissolvido, mudanças no pH e aumento da turbidez, impactando diretamente a vida aquática.
A proliferação de algas pode estar relacionada ao aporte excessivo de nutrientes no corpo hídrico, possivelmente decorrente do lançamento de esgoto doméstico sem tratamento adequado. A situação pode ter sido agravada, ainda, por condições climáticas extremas recentes, com o registro de temperaturas elevadas por vários dias consecutivos.
Diante da impossibilidade de realização das análises laboratoriais das amostras biológicas, a Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca recomendou a adoção de medidas complementares, como a coleta de amostras de água para análises físico-químicas e microbiológicas, o monitoramento contínuo da qualidade da água, incluindo parâmetros como oxigênio dissolvido, temperatura, pH, condutividade e nutrientes e a intensificação da fiscalização sanitária para identificar possíveis lançamentos clandestinos de esgoto ou outras fontes de poluição difusa na bacia de contribuição da lagoa.