Menos de uma semana após o vazamento dos áudios de Flávio Bolsonaro para o banqueiro Daniel Vorcaro, o Instituto Atlas/Bloomberg publicou pesquisa que aponta queda de 6% nas intenções de voto para o senador Flávio, ampliando assim a vantagem de Lula, que, em eventual segundo turno, abriria 7% de vantagem sobre Flávio, 10% sobre Zema e 9% sobre Caiado. Visita a Trump, Desenrola Brasil e Banco Master turbinaram a campanha de Lula, ao menos por enquanto.
Novo/SC praticando a velha política
Após ter que desdizer o que disse no ano passado sobre a importação do vereador Carlos Bolsonaro para a disputa do Senado por terras barrigas-verdes, o ex-prefeito de Joinville e principal liderança do partido Novo no Estado, Adriano Silva, mais uma vez age com as mesmas artimanhas da velha política, que ele sempre criticou. Ao preferir não receber e não acompanhar o pré-candidato do partido à presidência da República, Romeu Zema, no evento da Acif em Florianópolis na última segunda-feira nem aparecer nas entrevistas e fotos, Adriano pratica o gesto da velha política ao engolir seu real posicionamento para não gerar ruído com a ala mais radical do PL catarinense, que atacou Zema na semana passada por este ter classificado a relação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro de traição imperdoável. Adriano prioriza a eleição, mas joga no lixo o pragmatismo da ideologia do Novo.
Jorginho pragmático
Para não correr o risco de ser acusado de covardia ou traição pelo eleitor bolsonarista de Santa Catarina, o governador Jorginho Mello adotou discurso em defesa de Flávio Bolsonaro no caso Vorcaro, mostrando assim para o eleitor convertido ao bolsonarismo sua total fidelidade e respeito à família Bolsonaro. Porém, para o eleitor que não é de esquerda, mas não tem paixão pela família do Mito, vai ser difícil explicar a frase na camiseta utilizada por Flávio na última passagem por Santa Catarina, no dia 9 de maio. Flávio foi fotografado ao lado do governador com camiseta que dizia que “o Pix era de Bolsonaro e o Master era de Lula”. Depois do áudio vazado, melhor fosse se Flávio tivesse discursado sem camisa.
Vácuo na Amurel
Enquanto a região de Criciúma tem um congestionamento de candidaturas a federal e a estadual, a região da Amurel tem o menor número de candidatos à eleição proporcional da última década. Partidos tradicionais como MDB e PL não terão candidatos à Assembleia, deixando um buraco aberto a ser preenchido por candidatos de outra região. Por consequência, caso haja o movimento de “Voto pela Amurel”, a eleição poderá ser viabilizada para os candidatos de partidos com menos exigência de legenda que disputam a eleição pela nossa região.

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