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COTIDIANO

Prefeito de Pedras Grandes defende empresa cujo lote de linguiça foi recolhido por risco de salmonela

Agnaldo Filippi afirma que a D’Talia está tomando as providências necessárias e não deve ser condenada definitivamente

19/05/2026 14h19 | Atualizada em 19/05/2026 16h52 | Por: Redação l Folha Regional
Fotos: Divulgação

“Não vamos crucificar uma indústria que construiu sua história na base do trabalho honesto”. A declaração do prefeito de Pedras Grandes, Agnaldo Filippi, diz respeito à empresa D’Talia, sediada no município, que teve o recolhimento imediato de um lote de linguiça suína recolhido a pedido da Diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina (DIVS-SC).

O motivo da decisão foi a detecção de salmonella acima dos limites permitidos no alimento. Para o prefeito, a medida sanitária tem sim que ser respeitada, mas não pode ser uma condenação definitiva à empresa, que gera empregos e movimenta a economia do município.

Veja também: Lote de linguiça de empresa da região é recolhido por risco de salmonela

Segundo Agnado, a empresa já está tomando todas as providências necessárias. De qualquer forma, orientou os consumidores a não consumirem o lote 77, caso tenham em casa.

“Defender nossas empresas não é fechar os olhos para problemas, é apoiar quem gera oportunidades e acreditar na capacidade de correção. Pedras Grandes tem orgulho do seu frigorífico e vai continuar ao lado de quem empreende e gera desenvolvimento para nossa cidade”, argumenta.

Medidas a serem tomadas

A contaminação foi identificada pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen-SC) durante exames de rotina que integram o programa oficial de monitoramento de alimentos do governo estadual. A decisão, que afeta especificamente o lote 77 do embutido, foi oficializada no Diário Oficial do Estado.

Com a publicação da medida, a fábrica localizada em Pedras Grandes fica obrigada a retirar o lote de circulação imediatamente. Paralelamente, os supermercados, açougues e estabelecimentos comerciais de toda a região e do estado devem remover o produto de suas áreas de venda. 

O descumprimento das orientações pode acarretar penalidades severas e multas baseadas na legislação sanitária catarinense. De acordo com a gerência de Inspeção e Monitoramento de Produtos da DIVS-SC, a quantidade exata de unidades remanescentes no mercado ainda não foi contabilizada.

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