Com o encerramento de mais um ano, começa também o momento de olhar à frente e refletir sobre como preparar o patrimônio para 2026. O próximo ciclo já traz alguns elementos importantes no radar dos investidores, que merecem atenção desde agora.
O primeiro ponto é o cenário político. 2026 será um ano eleitoral, o que historicamente aumenta a volatilidade dos mercados. Em períodos assim, ativos reagem mais intensamente a pesquisas, discursos e expectativas, exigindo do investidor uma carteira bem estruturada, diversificada e alinhada ao seu perfil de risco.
No campo econômico, a expectativa predominante é de início no ciclo de queda das taxas de juros, caso o processo de controle inflacionário se mantenha. Juros mais baixos tendem a reduzir a atratividade da renda fixa tradicional e, ao mesmo tempo, criar oportunidades em ativos que se beneficiam desse ambiente, como crédito privado, fundos imobiliários, ações e investimentos estruturados.
Outro ponto relevante é o reposicionamento global de capitais. Com ciclos econômicos distintos entre países, o investidor passa a se beneficiar cada vez mais da diversificação internacional, tanto para proteção cambial quanto para acesso a setores e economias que não existem no Brasil.
Além disso, temas como eficiência tributária, planejamento sucessório e gestão ativa do risco ganham ainda mais importância em um cenário de mudanças regulatórias e fiscais constantes. Não se trata apenas de buscar retorno, mas de preservar e organizar o patrimônio ao longo do tempo.
Pensar em 2026 desde já não significa fazer apostas, mas sim construir uma estratégia sólida, capaz de atravessar diferentes cenários. Em momentos de transição econômica e política, planejamento, disciplina e boa assessoria fazem ainda mais diferença nos resultados de longo prazo.

Investimentos
Sócio da WISER Investimentos (BTG Pactual). Engenheiro e especialista em sucessão e gestão patrimonial, assessora famílias e empresas na diversificação de ativos no Brasil e nos EUA