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COLUNISTAS

Natal: o investimento que não aparece no extrato

22/12/2025 22h14 | Atualizada em 22/12/2025 22h14 | Por: Luciane Tokarski

O Natal é, sem dúvida, uma das épocas mais bonitas do ano. É tempo de encontros, de mesas cheias, de risadas compartilhadas, de troca de presentes e de gestos que aquecem o coração. 

Mas, em meio a tantas luzes, embrulhos e compromissos, existe uma pergunta que raramente nos fazemos com a mesma dedicação com que escolhemos os presentes: já perguntamos a Jesus o que poderíamos oferecer a Ele como expressão de gratidão?

O Natal celebra um nascimento. Mais do que uma data simbólica, fala de um Deus que se faz presente, que se aproximou. E, ainda assim, Ele fica à margem da própria celebração que leva Seu nome.

No ano passado, na véspera de Natal, fiz exatamente essa pergunta. Não foi um momento público, nem algo que eu costume compartilhar — a intimidade com o Senhor é, para mim, um lugar sagrado e silencioso. Mas vale dividir a experiência pelo impacto que tem gerado em mim. Ao perguntar o que eu poderia oferecer, obtive pensamentos claros. Simples, profundos e desafiadores.

Aquilo que me veio não era algo pontual, mas algo a ser vivido ao longo de um ano. Um investimento contínuo. Um compromisso que exigiria renúncia, disciplina e escolhas diárias. Hoje, exatamente neste período de encerramento, posso afirmar: foi profundamente transformador.

Tenho aprendido que “jejum” neste sentido não se limita à ausência de alimentos. Jejuar pode significar abdicar de hábitos, de excessos, de distrações, de redes sociais, de determinadas exposições ou até de trabalhos que ocupam mais espaço do que deveriam. Tudo aquilo que, quando colocado diante de Deus, percebemos que pode ser trocado por mais tempo com Ele, por mais escuta, por mais presença.

Não é fácil. Não romantizo o processo. Exige confronto interno, exige silêncio, exige abrir mão. Mas vale muito a pena. Ainda não consigo mensurar todo o impacto que esse “investimento” causou em mim. O que sei é que encerro este ciclo mais apaixonada, amando mais o Senhor, com a fé mais viva e com valores mais ajustados. Algo mudou por dentro. 

Embora falemos muito sobre investir bem - escolher ativos, diversificar carteiras, pensar no futuro, lembramos deste investimento que nunca perde valor e nunca deixa de gerar frutos: o investimento no interior, na vida espiritual, naquilo que sustenta quem somos quando o resto silencia.

Neste Natal deixo um convite sincero aos nossos leitores: experimentem. Perguntem. Ouçam. Ofereçam algo que vá além do material. Talvez você também descubra que o maior retorno não está no que se acumula, mas no que se transforma.

Feliz Natal. Que ele seja celebrado por fora, e, principalmente, por dentro.

A importância  de dizer não

16/12/2025 22h24 | Atualizada em 16/12/2025 22h24 | Por: Luciane Tokarski

Vivemos em um tempo em que dizer “sim” parece ser sinônimo de sucesso. Sim a novas oportunidades, sim a convites, sim a projetos paralelos, sim a ideias que brilham aos olhos. 

Especialmente no mundo dos investimentos e dos negócios, somos constantemente estimulados a abraçar tudo aquilo que promete crescimento, retorno e visibilidade. No entanto, raramente somos ensinados sobre o valor estratégico de dizer não.

Curiosamente, as pessoas mais ocupadas costumam ser justamente aquelas que mais recebem oportunidades. Não é por acaso. Elas aprendem a reconhecer valor, enxergam caminhos onde outros veem obstáculos e sabem identificar boas chances quando surgem. O problema não está em aceitar oportunidades, mas no acúmulo desordenado de funções, pautas e compromissos que, com o tempo, diluem o foco e afastam do que realmente importa.

No universo dos investimentos, essa falta de clareza cobra um preço alto. Quem tenta estar em todos os lugares, investir em tudo, acompanhar todas as tendências, muitas vezes perde o essencial: estratégia, constância e visão de longo prazo. Bons investidores não são os que fazem mais movimentos, mas os que fazem escolhas mais conscientes, e estas exigem renúncia.

Dizer não, nesse contexto, não é rejeitar o crescimento. É proteger o propósito. Pessoas verdadeiramente bem sucedidas, não apenas financeiramente, mas em todas as áreas da vida, sabem aproveitar oportunidades, mas não permitem que elas roubem tempo, energia e presença daquilo que é inegociável: a família, os valores, a saúde, a fé e o propósito de vida.

Afinal, para que investir? Essa é uma pergunta simples, mas que poucos param para responder com honestidade. Investir não é apenas acumular patrimônio. É construir segurança, liberdade, tranquilidade e, sobretudo, coerência entre o que se faz hoje e a vida que se deseja no futuro. Quando o “porquê” não está claro, é fácil se perder em decisões impulsivas, investimentos desalinhados e escolhas que parecem boas no curto prazo, mas vazias no longo.

Foco e visão do alto são indispensáveis. Visão do alto é a capacidade de enxergar além do imediato, compreender o cenário completo e lembrar que dinheiro é meio, não fim. Foco é a disciplina diária de proteger esse entendimento, mesmo quando boas e sedutoras oportunidades surgem pelo caminho.

No fim, dizer não é um ato de maturidade. É reconhecer limites, alinhar decisões ao propósito e investir não apenas recursos financeiros, mas tempo e atenção no que realmente sustenta uma vida próspera. Porque os melhores investimentos começam dentro: na clareza, na ordem e na coragem de priorizar o que é essencial.

Antes de melhorar, piora

09/12/2025 21h52 | Atualizada em 09/12/2025 21h52 | Por: Luciane Tokarski

Existe uma lei silenciosa que governa quase todo processo de crescimento: antes de melhorar, piora. Isso vale para reformas, reorganizações, decisões profissionais, relações pessoais e, principalmente, para a vida financeira. O caos temporário faz parte da construção da ordem. E sem ordem, nada prospera.

Nesta reta final de ano, essa verdade fica ainda mais evidente. É o momento em que chegam os resultados, os balanços, as participações de lucro, o 13º salário. Períodos assim sempre nos dão a sensação de oportunidade. Mas oportunidades só se tornam bênçãos quando encontram ambiente preparado. Caso contrário, viram desperdício.

É impossível preparar o futuro de forma saudável mantendo desordem no presente, quer seja na casa, na mente, no coração ou nos investimentos.

Nos últimos dias vivi isso de maneira literal. Decidi arrumar algumas portas, alguns lugares (algumas coisas tenho mais facilidade de desapegar, outras nem tanto). Porém, decidi organizar tudo. Papéis que não serviam mais, perfumes e cremes que estavam sem uso, livros que precisavam de novo destino, roupas que já não faziam sentido. Coloquei tudo no corredor de casa,  e de repente minha casa parecia muito bagunçada. 

O corredor ficou cheio. Eu fiquei cansada fisicamente. Mas minha mente... ah, essa estava em paz.

Quando a gente coloca ordem, também organiza o que sente. E quando limpamos o que está fora, abre-se espaço para respirar por dentro. Esse processo vale para o guarda-roupa e vale para as finanças. Muitas vezes, antes da clareza vem o desconforto, mas é esse desconforto que abre o caminho da prosperidade.

Do mesmo jeito que tirar tudo do armário expõe o caos para depois gerar organização, rever orçamento, analisar gastos, descartar hábitos e replanejar investimentos também exige coragem. Sim, às vezes “piora”: aparecem gastos que você ignorou, metas esquecidas, decisões impulsivas. Mas é justamente esse confronto que gera ordem, e é da ordem que nasce a prosperidade.

Com a mente organizada e o coração em paz, aplicar o 13º, o bônus de final de ano ou qualquer excedente financeiro deixa de ser impulso e se torna estratégia. A vida organizada decide com clareza. A desorganizada decide com pressa.

Por isso, deixo um convite: aproveite o fim de ano, o recesso ou as férias para colocar ordem no que importa.
Arrume uma gaveta, revise suas finanças, limpe a casa, esvazie a mente, selecione o que vale ficar e descarte o que não serve mais. Estabeleça isso como meta.

Porque tudo melhora quando a ordem chega.

Cuidado com a ambição, ela pode cegar

02/12/2025 22h28 | Atualizada em 02/12/2025 22h28 | Por: Luciane Tokarski

Em qualquer conversa sobre investimentos, há um elemento que, silenciosamente, dirige muitas das nossas decisões: a ambição. Ela está lá, no desejo de melhorar de vida, alcançar estabilidade, conquistar liberdade financeira ou transformar oportunidades em resultados concretos. A ambição impulsiona os resultados. Sem ela, permaneceríamos presos ao conforto paralisante da rotina, à zona segura que não inspira novos horizontes.

No universo financeiro, essa força se manifesta de forma ainda mais evidente. É a ambição que faz alguém começar a investir, estudar o mercado, buscar orientação, correr riscos calculados e sair da inércia. Ela empurra para frente, motiva a disciplina, fortalece a coragem de diversificar, empreender, testar novas estratégias e olhar para o longo prazo. Em certo nível, é impossível construir patrimônio sem algum grau de ambição. Ela é necessária, saudável e estratégica.

No entanto, o mesmo combustível capaz de mover também pode incendiar. Ambição sem limites, quando se transforma em cegueira, é uma das principais causas de prejuízos financeiros, de pequenos investidores a grandes corporações. O mercado está repleto de histórias de quem ignorou sinais de alerta, deixou-se levar por promessas de lucros fáceis, acreditou que “daquela vez” a sorte estava garantida ou permitiu que a pressa falasse mais alto do que a prudência. A ambição exagerada distorce percepções, cria ilusões de controle e abre espaço para decisões impulsivas.

O perigo não está na ambição em si, mas no desequilíbrio. Quando ela ultrapassa o limite do racional, substitui a análise por expectativa, o planejamento por ansiedade e o conhecimento por euforia. A linha entre ousadia e imprudência é fina, e no mercado financeiro, ignorá-la  tem custo alto.

Por outro lado, rejeitar a ambição também não é a resposta. Investir exige movimento, exige vontade de construir algo além do hoje. Ambição disciplinada é saudável; ambição sem estratégia é arriscada. É esse ponto de equilíbrio que diferencia progresso de perda, visão de impulso, crescimento de queda.

Investidores maduros entendem que ambição deve vir acompanhada de três ferramentas essenciais: informação, paciência e autocrítica. Informação para enxergar o todo, paciência para respeitar o tempo do mercado e autocrítica para reconhecer limites  e, muitas vezes, quando necessário, recuar.

A ambição não deve ser eliminada, mas guiada. Porque, no mundo dos investimentos, não é a ambição que define o resultado,  mas o que fazemos com ela. E você, ao olhar suas escolhas, percebe que a ambição tem sido saudável ou perigosa? Que cada passo seja dado com coerência e sabedoria. 

Investimentos: Quando o retorno precisa conversar com os nossos valores

25/11/2025 20h21 | Atualizada em 25/11/2025 20h21 | Por: Luciane Tokarski

No universo dos investimentos, muito se fala sobre rentabilidade, riscos, tendências e oportunidades. Todos buscamos aplicações que tragam segurança e bons retornos, capazes de fortalecer nosso patrimônio e garantir tranquilidade no futuro. No entanto, em meio a tantas opções no mercado, surge uma reflexão que ultrapassa números e projeções: até que ponto todo investimento que aparenta ser lucrativo realmente nos convém?

O velho ensinamento — “todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm” — ganha força quando aplicado ao cenário financeiro atual. Afinal, vivemos em uma era em que as possibilidades de investimento são amplas e variadas: do mercado tradicional aos ativos digitais, de negócios emergentes a fundos altamente rentáveis em curto prazo. A lista é extensa, mas nem sempre alinhada ao que consideramos correto, coerente ou ético dentro de nossa trajetória pessoal.

Cada vez mais, investidores têm percebido que a decisão de aplicar recursos não se resume ao lucro potencial, mas também ao impacto que esse dinheiro gera ao longo do caminho. Há negócios lucrativos, mas que não dialogam com nossos princípios. Há oportunidades tentadoras, mas que carregam consigo práticas que não nos representam. E existe também o risco de conquistar retorno financeiro e, ao mesmo tempo, comprometer a própria paz interior — aquela sensação íntima de que algo simplesmente não combina com quem somos.

Por isso, cresce a relevância dos chamados investimentos conscientes — escolhas que levam em conta não apenas o resultado financeiro, mas a coerência entre ganhos e valores. Trata-se de compreender que rentabilidade é importante, mas propósito é fundamental. E que, no longo prazo, o melhor retorno é aquele que soma prosperidade e integridade.

Optar por caminhos alinhados aos nossos princípios significa, muitas vezes, abrir mão do lucro mais fácil para construir algo mais sólido: uma jornada financeira coerente, limpa e tranquila. Significa reconhecer que sucesso não está apenas em ganhar mais, mas em ganhar bem — de um jeito que faça sentido, que nos orgulhe e que fortaleça nossa identidade.

No fim das contas, investir é também um exercício de caráter. É escolher onde depositamos não apenas nosso dinheiro, mas nossa confiança e nossos valores. Porque bons retornos são ótimos; mas melhores ainda são aqueles que nos permitem crescer sem abrir mão de quem somos.

Luciane Tokarski

Investimento e desenvolvimento

Com atuação na área de investimentos há quase 20 anos, compartilha dicas e informações essenciais, com insights valiosos, para o desenvolvimento pessoal e profissional, com foco em rentabilidade sustentável

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