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COLUNISTAS

Falar é fácil. Comunicar é bem diferente

10/03/2026 21h50 | Atualizada em 10/03/2026 21h50 | Por: Luciane Tokarski

Comunicar-se bem é essencial para tudo. Para a vida pessoal e profissional. No dia a dia, muitas situações difíceis não acontecem por falta de competência, mas por falta de comunicação clara. 

Quantas vezes alguém deixou de expressar uma ideia importante? Quantas vezes um problema poderia ter sido resolvido com uma conversa sincera? Ou quantas oportunidades foram perdidas simplesmente porque alguém não falou, não perguntou ou não se posicionou?

Comunicar não é apenas falar. É saber transmitir uma ideia, ouvir com atenção, interpretar sinais e construir entendimento.

No ambiente profissional, a boa comunicação evita conflitos, fortalece equipes e gera confiança. Um líder que se comunica bem, inspira. Um profissional que sabe se expressar abre portas. E nas relações pessoais, a comunicação clara evita mal-entendidos que muitas vezes se transformam em distâncias desnecessárias.

Também é verdade que vivemos em uma época de muita informação e pouca escuta. As pessoas falam muito, mas escutam pouco. E comunicação verdadeira só acontece quando existe troca.

Saber ouvir é uma das maiores habilidades de quem se comunica bem.

Quando nos comunicamos com clareza, respeito e intenção verdadeira, criamos pontes. Quando deixamos de falar, explicar ou esclarecer, criamos ruídos.

E é justamente nesses ruídos que muitas coisas “se trumbicam”.

No final das contas, comunicar-se bem não é um dom exclusivo de alguns. É uma habilidade que pode e deve ser desenvolvida sempre. 

Nossa dica de hoje é: 

- Escolha o momento certo para conversas importantes; 

- Seja claro, sucinto e objetivo; 

- Ouça com atenção antes de responder; 

- Evite pressupor que o outro entendeu: confirme; 

- Use empatia: coloque-se no lugar de quem escuta; 

- Prefira resolver dúvidas com diálogo direto; 

- Lembre-se: tom e atitude comunicam tanto quanto palavras. 

Quem se comunica melhor, constrói caminhos melhores, investe melhor. Invista em você!

Diversificar é estratégia

03/03/2026 21h49 | Atualizada em 03/03/2026 21h49 | Por: Luciane Tokarski

Diversificar não é falta de foco. É estratégia.

Quem concentra tudo em um único ativo se expõe mais. Quem distribui, equilibra e protege, constrói crescimento sustentável. Mas por que, na vida, muitas vezes fazemos o contrário?

Somos ensinados a escolher “um rótulo”. Como se fôssemos obrigados a caber em uma única descrição. Quando investimos apenas na carreira e negligenciamos o emocional, algo cobra a conta. Quando focamos só no financeiro e esquecemos os relacionamentos, o resultado aparece.

Quando priorizamos apenas obrigações e deixamos de lado o que nos faz vibrar, a energia diminui.

Somos seres completos. E completos não no sentido de perfeitos, mas no sentido de múltiplos. Diversificar na vida é cuidar da saúde, do intelecto, da espiritualidade, das amizades, da família, dos sonhos pessoais. É estudar o que se gosta. É abrir espaço para novos projetos. É permitir-se desenvolver talentos que talvez não estejam no “cargo oficial”, mas fazem parte de quem somos.

Particularmente, nunca gostei de rótulos. Eles limitam. Reduzem. Enquadram. Prefiro enxergar a diversidade de funções como riqueza. Como expansão.

Assim como uma carteira de investimentos equilibrada combina segurança, crescimento e liquidez, uma vida equilibrada combina responsabilidade, afeto, propósito e prazer.

Investir em você não é luxo. É estratégia. Cuidar da vida pessoal não é distração. É sustentação. Afinal, tudo reflete no todo.

Diversificar não é perder foco. É ampliar visão.

E talvez a verdadeira inteligência financeira comece justamente quando entendemos que o maior patrimônio que administramos somos nós mesmos.

O peso de uma assinatura

24/02/2026 22h03 | Atualizada em 24/02/2026 22h03 | Por: Luciane Tokarski

Compromissos financeiros não começam no banco. Começam na palavra. Talvez você pense que ser aval de alguém é visto como gesto de confiança, amizade ou até generosidade. Mas o que poucos falam é que, juridicamente e financeiramente, o aval não é um favor, é uma transferência integral de responsabilidade.

Se a dívida não for paga, ela será sua. E isso pode comprometer não apenas o seu dinheiro, mas o seu nome, seu crédito, seus planos e sua paz.

Ao longo dos anos, aprendi que educação financeira não é sobre enriquecer rápido. É sobre proteger o que se constrói.

O educador financeiro Gustavo Cerbasi costuma reforçar que prosperidade está muito mais ligada a comportamento do que à renda. Não é quanto você ganha. É como você administra.

E administrar começa por princípios poderosos e muito simples:

1. Nunca assuma uma dívida que não é sua. Se você não pode pagar aquela dívida com tranquilidade, não deve assiná-la.

2. Gaste menos do que ganha. Parece óbvio, mas é o princípio básico da liberdade financeira. Quem vive no limite vive vulnerável.

3. Pague-se primeiro. Reserve uma parte para você. Investimento não é sobra. É prioridade.

4. Separe uma reserva para rendimentos. Mesmo que seja pouco. O hábito constrói patrimônio muito mais do que grandes aportes esporádicos.

5. Saiba onde está investindo. Não invista por impulso, indicação informal ou promessa de retorno fácil. Entenda, pergunte, estude.

Esses princípios parecem simples, até que a vida nos coloca à prova.

Em um dos períodos mais difíceis da minha trajetória, aceitei ser aval para alguém. A dívida não era minha, mas quando os compromissos não foram honrados, a responsabilidade passou a ser. Eu ainda era muito jovem.

Precisei reorganizar toda a minha vida financeira, abrir empresa, negociar, aprender sobre fluxo de caixa, contratos e juros. Foi um processo duro, difícil.

Ali compreendi algo definitivo:

• Seu nome é muito importante.

•  Patrimônio não se protege com emoção. Se protege com prudência.

• Educação financeira não é apenas matemática.

É caráter.

Antes de assumir qualquer compromisso financeiro, faça uma pergunta simples: Se tudo der errado, eu estou preparado para arcar sozinho?

Se a resposta for não, sua resposta deve ser o não. 

Isso não é egoísmo. É maturidade.

Dizer “não” também é investimento

17/02/2026 20h16 | Atualizada em 17/02/2026 20h16 | Por: Luciane Tokarski

No mundo dos investimentos, aprendemos desde cedo a buscar oportunidades, expansão, crescimento. Mas pouco se fala sobre uma habilidade igualmente estratégica: a capacidade de dizer não.

Nem tudo que é bom é bom pra nós. Nem toda proposta que cresce aos olhos sustenta o propósito.

A Bíblia traz um exemplo precioso sobre isso na história de Abraão e Ló. Diante da necessidade de separarem suas terras, Abraão - mesmo sendo o mais velho, o líder da família e o herdeiro da promessa - , dá a Ló o direito de escolher primeiro. Disse não ao seu direito de escolha. 

Ló olha, analisa e escolhe o vale mais fértil, mais verde, aparentemente mais promissor.

Abraão fica com o que sobra. Do ponto de vista racional, Ló fez um excelente negócio. Do ponto de vista espiritual e estratégico, Abraão fez um investimento maior.

Aqui mora uma lição poderosa:

• Às vezes, seguir é a melhor escolha.

• Às vezes, abrir mão agora é o que garante a expansão depois.

Abraão não investiu na terra mais bonita. Ele investiu na direção certa.

E aqui algo poderoso: decisões feitas apenas pela aparência tendem a custar caro a médio e longo prazo.

Dizer “não” para algo bom pode ser exatamente o “sim” necessário para algo melhor e mais alinhado conosco. 

Listei um passo a passo para fazer boas escolhas (inclusive financeiras):

1. Clareza de propósito
Antes de decidir, pergunte: isso conversa com quem eu sou e com onde quero chegar?

2. Avaliação de valores, não só de números
Retorno financeiro importa, mas princípios sustentam decisões duradouras.

3. Discernir o tempo
Nem tudo que é bom agora é bom para este momento da sua vida ou do seu negócio.

4. Ouvir conselhos certos
Escolhas sólidas raramente são feitas no isolamento.

5. Coragem para dizer não
Dizer não jamais é perda. Muitas vezes, é proteção. 

Investir bem não é apenas saber onde colocar recursos. É saber onde não colocar o coração, o tempo e a energia.

E se as nossas escolhas não fossem apenas racionais?

10/02/2026 22h02 | Atualizada em 10/02/2026 22h02 | Por: Luciane Tokarski

Você acredita que a fé pode interferir nos resultados da vida? Que crenças moldam caminhos, abrem portas ou até mudam circunstâncias que, à primeira vista, parecem injustas? 

Talvez você acredite que tudo depende apenas de esforço, planejamento e estratégia.

Talvez pense que sorte, contexto ou privilégios definem quem avança e quem fica para trás.

Ou talvez, ainda que em silêncio, você reconheça que existe algo além do visível atuando nas decisões.

Falar sobre escolhas é, inevitavelmente, falar sobre crenças. Porque escolhemos a partir daquilo em que acreditamos.

E acreditamos, muitas vezes, sem perceber o quanto isso direciona nossas reações diante da vida.

A história bíblica de Jacó com seu tio Labão é um retrato forte disso.

Jacó trabalhou por anos em condições desiguais, quase sempre sendo prejudicado. Quando Labão percebia prosperidade, mudava as regras. Alterava salários, condições, acordos. Tentava controlar os resultados a seu favor.

Mas algo curioso acontecia: mesmo quando as circunstâncias se tornavam desfavoráveis, Jacó prosperava. Não por ingenuidade, mas por uma confiança bem posicionada.

Quando as regras humanas mudavam, a bênção permanecia. Quando o controle parecia escapar, Deus intervinha, inclusive, naquilo que ninguém conseguiria explicar racionalmente, como o crescimento do rebanho.

A cada tentativa de vantagem injusta, havia uma resposta inesperada.

E a pergunta que fica não é apenas histórica, é profundamente atual.

Quantas vezes também nos sentimos trabalhando “quase de graça”, investindo em lugares onde parece não haver reconhecimento? 

Quantas vezes vemos acordos mudarem, expectativas se quebrarem, injustiças se repetirem?

E, diante disso, onde colocamos nossa confiança?

E você, acredita que as circunstâncias podem mudar conforme a fé de alguém?

Eu acredito e muito. Tenho muitas experiências nesta área, tanto na vida profissional, nos investimentos, quanto na vida pessoal. 

Acredito que, quando a confiança está no lugar certo, o impossível encontra espaço para acontecer. E, às vezes, aquilo que chamamos de “milagre” nada mais é do que o resultado de uma crença bem fundamentada, sustentada mesmo quando tudo ao redor tenta dizer o contrário.

Porque escolhas guiadas por fé nunca são apenas escolhas, são posicionamentos. E estes  transformam histórias.

Luciane Tokarski

Investimento e desenvolvimento

Com atuação na área de investimentos há quase 20 anos, compartilha dicas e informações essenciais, com insights valiosos, para o desenvolvimento pessoal e profissional, com foco em rentabilidade sustentável

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