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COLUNISTAS

O poder invisível das palavras

05/05/2026 22h03 | Atualizada em 05/05/2026 22h03 | Por: Luciane Tokarski

Existe algo que usamos todos os dias, de forma automática, mas que tem um impacto profundo, silencioso e, muitas vezes, irreversível: as palavras. Não são apenas sons. Não são apenas formas de comunicação. São comandos.

Um estudo amplamente citado na psicologia cognitiva mostra que o cérebro tende a seguir padrões linguísticos repetidos. Se uma pessoa afirma constantemente “eu não consigo”, o cérebro começa a buscar evidências para confirmar isso. É o chamado viés de confirmação. A mente, literalmente, obedece às palavras.

Isso não é apenas ciência. É um princípio antigo. E a Bíblia já declara há muito tempo: “A morte e a vida estão no poder da língua” (Provérbios 18:21). Não como metáfora apenas, mas como uma realidade prática.

Mas há um ponto ainda mais profundo: não é apenas falar, é acreditar ao ponto de falar. Quando palavra e crença caminham juntas, geram direção. E direção gera resultado.

Por isso, pessoas que alcançam grandes resultados costumam ter algo em comum, elas alinham discurso interno e externo. Não falam apenas por falar. Falam aquilo que decidiram viver.

Mas aqui entra um equilíbrio importante, e muitas vezes negligenciado. Nem tudo deve ser dito. Nem para todos.

Vivemos em uma cultura que valoriza expor tudo, como planos, sonhos, projetos ainda novos. Porém, a maturidade ensina que existem processos que precisam de silêncio para crescer.

Falar antes do tempo pode expor algo ainda imaturo a opiniões, críticas e até energias que enfraquecem o processo. Nem todo ambiente sustenta aquilo que ainda está sendo construído.

Então, como aplicar isso na prática?

Aqui vai um passo a passo simples e poderoso:

1. Observe suas palavras diárias. 

2. Elimine padrões negativos automáticos.
Frases como “eu não consigo”, “sempre dá errado”, “não é pra mim” precisam ser substituídas intencionalmente.

3. Declare com intenção, não por impulso.
Fale aquilo que você quer construir, mesmo antes de ver pronto. Mas fale com responsabilidade e coerência.

4. Alinhe palavra e ação. 
Não adianta declarar mudança e manter comportamento antigo. A palavra aponta o caminho, mas a ação sustenta.

Pense sobre o que você tem falado repetidamente. Porque, mais cedo ou mais tarde, a vida começa a responder às palavras que você escolheu repetir.

Governar as emoções ou o descontrole

28/04/2026 22h08 | Atualizada em 28/04/2026 22h08 | Por: Luciane Tokarski

Existe um princípio antigo, mas extremamente atual: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra”. Essa frase não fala de fraqueza. Fala de poder sob controle.

A mansidão, na prática, é a capacidade de dominar a si mesmo, especialmente quando tudo ao redor provoca reação. É o oposto da impulsividade. É força emocional direcionada.

No mundo dos negócios, da liderança ou das finanças, em tudo, inclusive na vida pessoal, quem não domina as próprias emoções dificilmente sustenta crescimento.

E a ciência confirma isso. Pesquisas mostram que o controle emocional, base da inteligência emocional, é uma das habilidades mais determinantes para o sucesso profissional, pois permite decisões mais racionais, melhora relações e reduz conflitos.

Além disso, levantamento recente apontou que 63,3% dos profissionais consideram a inteligência emocional a competência mais valorizada no mercado. Ou seja: o mercado já entendeu algo que a Bíblia já ensinava.

A falta de controle emocional custa caro, como por exemplo:

• decisões precipitadas

• conflitos desnecessários

• perda de oportunidades

• desgaste de relacionamentos 

Já a mansidão, esse domínio interno, produz, além da paz, inúmeros benefícios. Pessoas mansas são estratégicas. Tendem a decidir com mais sabedoria. 

1. Estabeleça pausas: perceba antes de reagir. Nem toda emoção precisa virar ação.

2. Nomeie o seu sentimento: quem identifica a emoção, começa a dominá-la.

3. Não tome decisões no calor do momento: decisões importantes precisam de clareza, não de impulso.

4. Substitua reação por estratégia: pergunte sobre qual será a melhor resposta para a situação. 

5. Desenvolva disciplina emocional diária: controle não é evento, é prática constante.

6. Tenha visão de longo prazo: os mansos vencem porque não trocam o futuro por um momento.

Importante saber que não são os mais agressivos que conquistam mais autoridade. São os mais estáveis. Lembre sempre que quem aprende a governar a si mesmo está pronto para governar níveis elevados.

O ambiente tem poder

21/04/2026 22h07 | Atualizada em 21/04/2026 22h07 | Por: Luciane Tokarski

Existe uma mentira silenciosa que atrasa a vida de muita gente: a ideia de que disciplina depende de força de vontade. E não é verdade.

Nosso cérebro foi projetado para fazer exatamente o oposto. Ele busca economizar energia, evitar esforço e priorizar recompensas rápidas. É sobrevivência.

E é por isso que tanta gente começa e não sustenta.

A frustração não vem da falta de capacidade. Vem de tentar vencer um sistema poderoso usando apenas motivação.

Como explica o criador de vídeo Ernesto Reis, que inspira essa reflexão, o problema nunca foi escolher entre o certo e o errado, mas entre o fácil e o difícil. E o cérebro escolhe o fácil.

E aqui está um ponto que ajuda muito. Disciplina não é sobre decisão apenas, nosso ambiente conta muito.

Nosso comportamento é muito mais influenciado pelo que está ao nosso redor do que pela nossa intenção. Não por acaso, estudos mostram que grande parte das nossas ações diárias acontece no automático, hábitos repetidos sem esforço consciente.

Por isso, a verdadeira disciplina começa antes da ação, na preparação. Por exemplo, deixar a garrafa de água visível, organizar os espaços, reduzir distrações. Isso facilita o caminho certo.

Pense: quando tudo ao seu redor favorece o desvio, é fácil seguir e desviar-se também. Mas, quando o ambiente favorece o progresso, algo poderoso acontece: você começa a agir sem precisar negociar consigo mesmo o tempo todo. Aqui que entra uma das ideias mais fortes: pequenas ações mudam a direção da inércia.

Não são grandes decisões que transformam uma vida, são escolhas simples, repetidas com consistência.

Quando você começa a cumprir o que promete a si mesmo, mesmo que pequeno, você constrói confiança interna. Você deixa de depender de validação externa. Você não apenas faz diferente. Você se torna alguém diferente. Percebe como é maravilhoso cumprir pequenos acordos todos os dias.

Sugestões práticas:

- Projete seu ambiente.
Torne o certo mais fácil e o errado mais difícil.

- Pare de confiar apenas na motivação.
Ela é instável. Estrutura é o que sustenta.

- Comece com metas pequenas e claras.
A constância vence a intensidade.

- Use o automático ao seu favor.
Transforme boas ações em hábito.

- Cumpra pequenos acordos consigo mesmo.
Isso constrói autoridade interna.

- Revise seu sistema, não sua culpa.
Se não está funcionando, ajuste o ambiente, não se diminua.

Clareza gera riqueza

14/04/2026 21h43 | Atualizada em 14/04/2026 21h43 | Por: Luciane Tokarski

Você não perde dinheiro por falta de oportunidade, mas por falta de clareza. E esta não nasce no impulso. Nasce no pensamento organizado.

Os grandes líderes que a história registra não eram apenas homens de ação. Eram homens de reflexão. Antes de decidir, eles paravam. Antes de agir, organizavam. E muitos deles escreviam. Davi, um grande governante, não apenas liderava batalhas. Ele registrava suas emoções, suas dúvidas e sua fé. Nos momentos de pressão, ele não reagia impulsivamente. Ele refletia. Ele escrevia.

Seu filho Salomão, conhecido por sua sabedoria, seguiu o mesmo caminho. Seus escritos não eram apenas palavras bonitas. Eram princípios práticos para viver, decidir e prosperar.

Existe uma verdade simples e poderosa nisso tudo. Quem não organiza seus pensamentos, dificilmente organiza sua vida. Hoje, desejamos crescimento financeiro, estabilidade e bons investimentos. Mas tomamos decisões no impulso, baseadas na emoção ou na pressão do momento.

Davi e Salomão nos ensinam algo extremamente atual. Antes de decidir, pare, pense e registre. Escrever não é apenas um ato intelectual. É um processo de clareza.

Quando você escreve, você reduz a influência da emoção, enxerga melhor os riscos, organiza prioridades e toma decisões com mais consciência. E isso impacta diretamente nossos investimentos. 

Antes de qualquer decisão financeira, escreva o motivo. Defina o objetivo. Avalie o risco. Se não estiver claro no papel, dificilmente estará claro na sua mente.

Registre seus erros e acertos. O crescimento vem do aprendizado consciente, não da repetição automática. Defina critérios antes de decidir. Quando as regras estão claras, a emoção perde força.

Separe emoção de estratégia. O mercado oscila, mas quem tem clareza permanece firme. E principalmente, escreva sua visão de longo prazo. Davi e Salomão não construíram apenas para o presente. Eles pensavam em legado.

E não se trata apenas de escrever, e sim de assumir o controle da própria vida.

Quem vive reagindo ao momento, vive instável. Mas quem pensa, registra e decide com clareza constrói.

Entre conexões e limites

07/04/2026 22h14 | Atualizada em 07/04/2026 22h14 | Por: Luciane Tokarski

Existe uma habilidade que, silenciosamente, define quem cresce, quem prospera e quem constrói algo duradouro: a forma como lidamos com pessoas.

Podemos ter conhecimento técnico, estratégia e até boas oportunidades. Mas, as relações ajudam a sustentar ou derrubar os projetos. Em “Vencendo com as Pessoas”, John Maxwell nos lembra de algo simples e profundo: ninguém vence sozinho.

Relacionamentos não são acessórios da vida profissional ou pessoal. Eles são o caminho. E aqui está o ponto que muitos ignoram: lidar bem com pessoas não é sobre agradar, é sobre compreender. Não é sobre ceder sempre, é sobre saber quando avançar e quando estabelecer limites. Não é sobre ser ingênuo e sim sobre ser consciente.

Pessoas maduras entendem que: nem todos vão caminhar com você até o fim, nem todos vão torcer por você, e nem todos merecem acesso à sua vida. Mas ainda assim, escolhem agir com respeito, porque o caráter não depende do outro.

Ao longo da vida, vamos perceber que algumas conexões nos impulsionam, enquanto outras nos drenam. E desenvolver inteligência relacional é justamente aprender a identificar isso com clareza, sem culpa e sem dureza desnecessária.

Precisamos desenvolver equilíbrio emocional para não reagir no impulso, obter discernimento para não confiar cegamente e ter firmeza para não permanecer onde não há reciprocidade.

No fim, quem cresce de verdade entende que relacionamentos certos abrem portas que competência sozinha não abre.

Selecionei alguns ensinamentos práticos de John Maxwell em seu livro:

- Observe antes de confiar
Nem todo mundo que se aproxima tem as mesmas intenções.

- Seja respeitoso, mas não permissivo
Educação não significa aceitar tudo.

- Valorize quem soma
Pessoas certas fortalecem sua caminhada, reconheça isso.

- Aprenda a se posicionar
Limites claros evitam desgastes desnecessários.

- Cuide da sua energia emocional
Nem toda batalha merece sua atenção.

- Invista em relações verdadeiras
Qualidade sempre será mais importante que quantidade.

Luciane Tokarski

Investimento e desenvolvimento

Com atuação na área de investimentos há quase 20 anos, compartilha dicas e informações essenciais, com insights valiosos, para o desenvolvimento pessoal e profissional, com foco em rentabilidade sustentável

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