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COLUNISTAS

Mar calmo nunca fez bom marinheiro

05/08/2025 20h38 | Atualizada em 05/08/2025 20h39 | Por: Maurício Dobiez

Vivemos tempos de grandes desafios e incertezas políticas e econômicas no Brasil. Enquanto a reforma tributária permanece indefinida, empreendedores precisam navegar por mares turbulentos, aproveitando as dificuldades como oportunidades únicas de crescimento e inovação. A instabilidade econômica e política afeta diretamente o cotidiano empresarial, dificultando decisões estratégicas e criando um ambiente de negócios bastante incerto.

A indefinição em torno da reforma tributária amplia a insegurança jurídica e econômica, mas também abre portas para inovação e adaptação estratégica. Empresas que estiverem bem preparadas poderão sair fortalecidas deste período desafiador. 

Para navegar com sucesso em tempos difíceis, é fundamental diversificar receitas, manter reservas financeiras sólidas, controlar rigorosamente o fluxo de caixa e investir em automação e eficiência operacional. Além disso, buscar consultorias especializadas em planejamento tributário preventivo pode fazer toda a diferença.

Mesmo diante das adversidades, empreendedores têm oportunidades para crescer. Explorar nichos menos impactados pelas incertezas, desenvolver soluções inovadoras e fortalecer parcerias estratégicas são caminhos eficazes para manter a estabilidade e expandir negócios.

A resiliência e a capacidade de adaptação rápida são qualidades essenciais para enfrentar a incerteza. Estar sempre preparado e atento às mudanças permite transformar desafios com vantagens competitivas. Navegar por mares revoltos, como o atual cenário brasileiro, exige coragem, planejamento e visão estratégica.

Enquanto aguardamos uma reforma tributária definitiva, empreendedores que adotarem postura proativa, resiliente e inovadora certamente alcançarão crescimento e sucesso, independentemente das tempestades.

Quando o empreendedor paga a conta da disputa

22/07/2025 21h01 | Atualizada em 22/07/2025 21h02 | Por: Maurício Dobiez

A partir de 1º de agosto, entra em vigor nos Estados Unidos uma nova tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil como parte de um pacote mais amplo que inclui o mesmo percentual para o cobre e elevações graduais para outros países. 

Trata-se de um movimento com motivações políticas e econômicas, mas cujos reflexos são práticos — e custosos — para quem empreende no mundo real.

Leia mais: Taxação americana impacta exportações catarinenses de pescado

Empresários brasileiros que exportam para o mercado americano — de alimentos a autopeças, passando por aço, têxteis e tecnologia — sentirão de forma direta a perda de competitividade. 

Um produto que custava US$ 100 agora chega ao cliente americano por US$ 150. Nesse cenário, o concorrente de outro país (não atingido pela tarifa ou com menor alíquota) passa a ser mais atrativo, mesmo entregando qualidade inferior.

Essa mudança drástica exige ajustes urgentes. O exportador brasileiro que construiu presença no mercado dos EUA com esforço e constância agora precisa repensar preços, logística, canais de venda e até o portfólio. E tudo isso num ambiente em que o custo do frete, o câmbio e a política comercial americana mudam com velocidade.

Não se trata aqui de julgar se a medida é certa ou errada do ponto de vista geopolítico. O ponto é que, mais uma vez, a conta de decisões tomadas em altos gabinetes recai sobre quem produz, emprega e assume risco. O empresário — sobretudo o de médio porte — opera num tabuleiro onde as regras do jogo mudam sem aviso.

O que fazer?

• Mapear os produtos mais afetados e buscar alternativas de destino.

• Reavaliar contratos com distribuidores e tentar dividir os impactos da tarifa.

• Explorar acordos comerciais em blocos como Europa e América Latina.

• E, se possível, atuar institucionalmente — por meio de entidades de classe — para pressionar por respostas diplomáticas e medidas compensatórias.

Tarifas como essa funcionam como um imposto indireto sobre a produção brasileira. E nos lembram, mais uma vez, que em tempos de incerteza global quem não se adapta — quebra.

De grão em grão, a galinha enche o papo

08/07/2025 21h05 | Atualizada em 08/07/2025 21h05 | Por: Maurício Dobiez

Vivemos em uma época em que o sucesso é medido por curtidas, crescimento explosivo e frases de efeito. Mas na vida real — especialmente nos negócios — a história costuma ser outra. Crescimento de verdade é feito no silêncio, com disciplina, estratégia e decisões consistentes. E é aí que entra a sabedoria do velho ditado: “de grão em grão, a galinha enche o papo”.

Essa expressão popular, que muitos repetem sem dar muita atenção, carrega uma lição valiosa: não é sobre o tamanho do passo que você dá, mas sobre a direção e a constância. 

No mundo empresarial, vemos todos os dias empreendedores frustrados porque ainda “não chegaram lá”. Mas o que chamam de lentidão muitas vezes é o tempo necessário para construir algo sólido e duradouro.

A cada cliente conquistado, processo ajustado, equipe treinada ou melhoria feita, você está adicionando mais um “grão” ao seu negócio. E por mais pequeno que ele pareça, ele conta. É justamente esse acúmulo de pequenos acertos que faz a diferença no longo prazo.

Enquanto alguns esperam pelo momento perfeito para dar um salto, outros estão ali, dia após dia, colocando tijolo sobre tijolo. Quando o tempo passa, é fácil perceber quem construiu uma base firme — e quem só apostou na pressa.

Em vez de buscar atalhos, foque em fazer o básico bem feito, todos os dias. Aprenda com os erros, ajuste a rota, celebre pequenas conquistas. Porque, no final das contas, é assim mesmo: de grão em grão, se constrói um negócio de verdade.

Alta performance custa caro (e vale cada centavo)

24/06/2025 20h59 | Atualizada em 24/06/2025 20h59 | Por: Maurício Dobiez

Todo mundo quer um time de alta performance. Mas poucos estão dispostos a pagar o preço.

Treinar pessoas dá trabalho. Exige tempo, energia, paciência e, principalmente, constância.

Exige parar tudo, sair da operação e olhar para quem faz o resultado acontecer. E isso custa caro. Mas sabe o que custa ainda mais? Um time mal treinado.

Gente boa, sem treinamento, vira problema.

Gente mediana, com bom treinamento, vira solução.

Gente excelente, bem treinada, vira diferencial competitivo.

Empresas que crescem são aquelas que não terceirizam a formação de seus talentos. Elas criam cultura, formam lideranças, corrigem rotas e mantêm o time afiado.

Alta performance não é ter um craque e dez carregando o piano. É ter um time inteiro comprometido, treinado, alinhado e em constante evolução.

E é por isso, por exemplo, que no próximo sábado, dia 28, vamos realizar o 1º Hold Summit com o tema: “Nosso próximo nível: pessoas, propósito e performance”.

Será um dia inteiro dedicado aos mais de 50 colaboradores da Hold Contabilidade, com palestras técnicas, conversas sobre excelência, dinâmicas, alinhamento de metas e premiações.

Porque manter a excelência exige disciplina.

E nós escolhemos o caminho mais difícil — o de continuar melhorando, juntos.

A dor de delegar: quando crescer exige soltar o controle

10/06/2025 22h57 | Atualizada em 10/06/2025 22h57 | Por: Maurício Dobiez

Empreender é um ato de amor. A gente começa com a mão na massa, cuidando de cada detalhe, atendendo pessoalmente os clientes, garantindo que tudo saia perfeito. Com o tempo, o negócio cresce. Cresce tanto que já não dá mais para estar em todas as frentes. E aí vem uma dor silenciosa, que poucos comentam: a dor de delegar.

Recentemente, tenho sentido isso na pele. Em muitas das minhas empresas, já não estou mais na linha de frente. E, confesso, isso me incomoda. Me pego, às vezes, frustrado ao ver algo que não foi feito como eu faria. Porque eu vejo o cliente como um tesouro. Porque sei que o resultado poderia ter sido ainda melhor com aquele meu capricho extra, com aquele cuidado que só quem sente a empresa na alma consegue ter.

Mas também sei que esse pensamento é uma armadilha.

Delegar dói. Porque envolve abrir mão de controle. Porque exige confiar. Porque quem executa pode errar - e vai errar. São pessoas. Cada uma com seu ritmo, seus limites, sua forma de enxergar o trabalho. E mesmo que você treine, acompanhe, oriente… nunca será 100% como você faria. E tudo bem.

Hoje, mais do que tentar controlar tudo, meu foco é formar pessoas. Criar cultura. Ensinar pelo exemplo. Mostrar o porquê do cuidado com o cliente, e não apenas o como. Porque é isso que sustenta uma empresa de verdade: um time que entende o propósito, mesmo que cada um tenha seu jeito.

Empreender não é fazer tudo sozinho. É construir algo que funcione mesmo quando você não estiver por perto. E isso exige maturidade, paciência... e uma dose de dor. Mas também traz liberdade. E, com o tempo, orgulho de ver o negócio crescendo pelas mãos de outros - mas com a essência que você plantou lá atrás.

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