Está sendo o assunto político do momento no sul de SC. A treta entre o prefeito de Laguna, Preto Crippa, e a deputada federal Julia Zanatta, ambos do PL, chamou a atenção no último final de semana. O chefe do Executivo lagunense citou a parlamentar em um debate na Rádio Difusora. A parlamentar respondeu em uma live pedindo a expulsão do correligionário do partido, e o bicho tá pegando. Os deputados Zé Trovão e Jessé Lopes a apoiaram. Já falei na coluna sobre a “mortadelização do PL da Amurel”. Prefeitos eleitos pelo “22” têm colocado, em espaços estratégicos, filiados e simpatizantes do PT, espaços esses que deveriam ser ocupados por pessoas de direita. No caso de Laguna, os comissionados de esquerda admitidos deixam muito claro que a ideia é fortalecer o partido para as eleições de Décio Lima e Lula em 2026. Quer dizer, o então candidato usa estrutura partidária para vencer a eleição (inclusive fundo eleitoral na ordem de meio milhão de reais) e depois joga na latrina as diretrizes partidárias. O mínimo que se espera é lealdade. Não se veem pessoas de direita em governos do PT, por exemplo. É assim que a “canhota” se perpetua no poder, ocupando espaço com a benevolência dos principais líderes.
PEC da Blindagem
Evidente que não dá pra defender qualquer tipo de benefício recebido pela classe política brasileira. Embora entenda a essência do projeto, o dispositivo em pouco tempo estaria sendo usado para o mal. Foi uma estratégia pessimamente articulada pela direita, que tem sido perseguida pelo Judiciário, é verdade, mas não calculou a insatisfação da população com mais benesses à politicada. O que irrita nisso tudo é a justificativa daqueles que são contra: “o projeto vai impedir que políticos ladrões sejam presos”. Cara pálida, vivemos no Brasil, político vagabundo, com ou sem PEC, nunca vai preso. Temos inúmeros exemplos no Brasil – inclusive o presidente –, mas no Rio de Janeiro um cara, que foi réu confesso, condenado a 400 anos de prisão e está solto, virou influencer falando das belezas cariocas, como se nada tivesse acontecido. Com ou sem projeto, o Brasil é o país da impunidade.
Progressistas em Laguna
Do “neida”, o Progressitas de Laguna anunciou o advogado Fábio Kfouri como novo presidente. O vereador progressista Fernandinho da Saúde, único da sigla na Câmara, não foi consultado. A maior liderança do “11” na Amurel, o deputado estadual Pepê Collaço, também foi ignorado. Quer dizer, foi uma decisão “de cima”. Não à toa, o partido do inoxidável (meio enferrujado) Aldo Rosa, que já foi um dos maiores de SC, tem diminuído no Estado. Novas lideranças não recebem o respaldo e pulam fora ou sequer cogitam se filiar. Tem como piorar? Sim. Ao que tudo indica, quem fez a articulação pra nomeação do novo presida foi o ex-vereador Roberto Alves. Preciso falar mais alguma coisa, lagunense?
Raparam a conta
O Fundo de Tecnologia e Inovação de Tubarão tinha R$ 5 milhões. Tinha. A grana, que deveria ser utilizada na área, foi torrada em outras frentes, principalmente para fechar as contas do “Governo Jairo Cascaes”, que “trabalhou muito” para eleger seus representantes no Legislativo e, sejamos justos, com muito sucesso. Porém, uma área que devia ser valorizada está às mínguas. Só pra ter uma noção, em Florianópolis tecnologia e inovação já arrecadam mais aos cofres que o turismo. Claro, o tema, diferente de Tubarão, foi tratado como programa de governo e responsabilidade há décadas. Aqui só se fala porque o assunto é “bonitinho”.

Política
Nunca ‘café com leite’, sempre contundente. Esta é receita imbatível de Niltinho Veronesi para a sua coluna política, que destrincha os bastidores e traz ao público informações exclusivas, sempre com sua opinião firme e irreverente