CEI também apura a possibilidade de suspensão de pagamento dos subsídios mensais ao prefeito e vice, ambos presos pela Operação Mensageiro
Câmara de Tubarão/Divulgação/Folha Regional A Comissão Especial de Inquérito (CEI), instaurada na Câmara de Tubarão para apurar as denúncias decorrentes da Operação Mensageiro, divulgou nesta sexta-feira, dia 16, que o seu próximo passo será a realização de oitivas.
Nesta fase serão ouvidas pessoas que trabalharam ou trabalham na administração municipal e que foram ou são responsáveis pelo processo de contratação e fiscalização da coleta e destinação do lixo em Tubarão. O objetivo das consultas será investigar todos os procedimentos.
As reuniões da comissão são realizadas toda semana na sede da Câmara municipal. A comissão também está fazendo pesquisas de campo por meio de visitas. Uma delas foi na prefeitura de São Ludgero, que opera com a mesma empresa envolvida nas acusações de corrupção – a Serrana Engenharia – e não é citada na investigação.
A segunda visita e apuração foi ao escritório da Serrana em Pescaria Brava, onde foram repassadas ao responsável as dúvidas sobre os procedimentos realizados no local. Na última segunda-feira, dia 12, membros da comissão estiveram na empresa Racli.
A comissão analisa também o pagamento dos salários do prefeito Joares Ponticelli e do vice-prefeito Caio Tokarski, ambos presos desde fevereiro. Os membros da comissão foram divididos em grupos para analisar as legislações e assim encontrar mais rapidamente uma solução para os repasses. Isso porque um dos objetivos da comissão é analisar a possibilidade de suspensão de pagamento dos subsídios mensais aos agentes envolvidos, ou, se inviável, analisar a consignação dos valores em juízo.
Instaurada na Câmara no mês passado, a comissão apura a existência de ilegalidade no processo licitatório que resultou na contratação da empresa Serrana Engenharia, cujo objeto é o depósito em seu aterro sanitário de resíduos coletados em Tubarão. Seus membros também devem acompanhar o andamento das ações penais no Tribunal de Justiça de Santa Catarina.